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Polícia indiana recebida em apoteose após matar quatro suspeitos de violação

Polícia indiana recebida em apoteose após matar quatro suspeitos de violação

Os quatro homens nem sequer tinham sido ainda acusados da violação coletiva e do assassínio de uma mulher de 27 anos e foram mortos pela polícia durante a reconstituição do crime.

Centenas - se não milhares- de pessoas juntaram-se no local onde foi encontrado o corpo da veterinária de 27 anos, perto da cidade de Hyderabad, considerado o centro tecnológico da Índia.

O caso é só o mais recente de uma série de ataques contra mulheres que continua a assolar a Índia, que tem tentado endurecer as penas para crimes sexuais no país, onde se multiplicam os apelos ao linchamento público de predadores sexuais.

Desta vez, foi a resposta da polícia que levou milhares de pessoas às ruas de Hyderabad, Nova Délo e Mumbai para celebrar a morte dos quatro suspeitos que terão tentado escapar durante a reconstituição do crime. Foram mortos pela polícia, já depois do veterinário e chefe da Comissão para Mulheres de Deli ter entrado em greve de fome para exigir que os suspeitos fossem enforcados dentro de seis meses.

O tema, polémico, divide a população e o Parlamento indiano. Maneka Gandhi, parlamentar do partido indiano Bharatiya Janata e ex-ministro do Gabinete, acusou a polícia de tomar a lei em suas próprias mãos.

Outras organizações dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional alertam para o perigo da justiça pelas próprias mãos, que não só não evita crimes sexuais como multiplica a violência num país que desde 2012 em polvorosa para os crimes contras as mulheres.

O problema ganhou força quando uma jovem de 23 anos foi violada e assassinada por um grupo de homens num autocarro em Nova Deli.