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25 mil crianças moçambicanas vão beneficiar de "lanches escolares"

Mike Hutchings

Objetivo do programa é garantir uma alimentação nutritiva e saudável.

Um total de 25 mil crianças de escolas situadas ao longo do Corredor Logístico de Nacala (CLN), em Moçambique, vão beneficiar de lanches escolares, numa iniciativa promovida pelo Programa Mundial para Alimentação (PMA), informa um comunicado oficial.

A iniciativa resulta de uma parceria entre o PMA e o Corredor Logístico de Nacala, com o objetivo principal de apoiar as crianças na escola e garantir alimentação nutritiva e saudável, num programa que destaca zonas rurais, refere o comunicado do CLN.

"No geral, o programa de alimentação escolar é considerado um investimento essencial nas gerações futuras, com benefícios que duram a vida inteira", refere o documento, acrescentando que foi criado um comité para definição exata dos distritos que serão abrangidos.

O programa tem também o objetivo de estimular as economias locais, na medida em que os alimentos que serão usados nas escolas são comprados em mercados locais.

"O Programa Mundial para a Alimentação fornece alimentação escolar nutritiva e saudável, que contribui para o fortalecimento das capacidades físicas e cognitivas dos alunos, melhorando o desempenho académico, as taxas de matrícula, a retenção de alunos no sistema escolar e a promoção da frequência, principalmente da rapariga", refere ainda o documento.

O corredor, em operação desde 2016, é um investimento de 4,5 mil milhões de dólares que junta a multinacional brasileira Vale, o conglomerado japonês Mitsui e a empresa pública moçambicana de caminhos-de-ferro CFM.

O CLN compreende uma ferrovia com 912 quilómetros, incluindo 200 que atravessam o território do Malaui, e um terminal portuário de águas profundas que escoa o carvão que a mineira brasileira Vale produz no distrito de Moatize, província de Tete, centro de Moçambique.