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Ex-preso que lutou contra o atacante em Londres estava “pronto para morrer”

John Crilly (esquerda).

BBC

“Estava a gritar-lhe para que se explodisse".

John Crilly, condenado a prisão por homicídio na sequência de um assalto que “correu mal”, contou em entrevista à BBC que estava preparado para morrer quando enfrentou o atacante na Ponte de Londres.

O ex-presidiário revelou que “lutou” contra o autor do atentado com um extintor e que acreditava que o cinto de explosivos que o suspeito estava a utilizar era real.

“Estava a gritar-lhe para que se explodisse. Estava preparado para perder a minha vida”.

Na primeira entrevista desde o ataque, o homem de 48 anos falou ainda sobre o momento em que as autoridades britânicas confrontaram o atacante na Ponte de Londres.

“Pareceu uma eternidade antes de o balearem. (…) Eles demoraram tanto, ao ponto de eu gritar ‘disparem sobre ele’”.

O que aconteceu

Khan, o autor do ataque e terrorista condenado, matou duas pessoas a 29 de novembro, dois diplomados pela Universidade de Cambridge, durante uma conferência sobre reabilitação em Fishmongers' Hall, junto à Ponte de Londres.

John Crilly estava presente na conferência e lembra-se de ouvir um “grito muito agudo de uma mulher”. No piso de baixo encontrou uma jovem de 23 anos deitada no chão, ferida, e o atacante com duas facas.

Várias pessoas, incluindo Crilly, seguiram o autor do ataque para fora do edifício, conseguindo imobilizá-lo poucos metros depois, na Ponte de Londres, até à chegada da polícia.

O atacante foi abatido pela polícia. Duas pessoas morreram e três outras ficaram feridas.

Quem é John Crilly

Crilly foi condenado a prisão perpétua em 2005 pelo homicídio de uma mulher de 71 anos, em Manchester, depois de entrar com o associado David Flynn na casa da septuagenária. A mulher acabou por morrer depois de levar um soco no rosto dado por Flynn.

Crilly foi libertado em 2018, depois do Supremo Tribunal rever o caso e de ter passado 13 anos na prisão.