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Cinco condenados à morte pelo homicídio do jornalista Jamal Khashoggi 

O jornalista saudita Jamal Khashoggi foi morto no consulado do seu país em Istambul, na Turquia. (13 de outubro de 1958 - 2 de outubro de 2018)

Handout .

O colunista do The Washington Post foi morto a a 2 de outubro de 2018.

O procurador-geral da Arábia Saudita anunciou esta segunda-feira que cinco pessoas foram condenadas à morte no caso do homicídio do jornalista Jamal Khashoggi, no ano passado.

Khashoggi, colunista do jornal diário The Washington Post e critico da monarquia da Arábia Saudita, foi assassinado e o seu corpo esquartejado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, Turquia.

"O tribunal condenou cinco homens à morte que participaram diretamente no homicídio", informou o procurador-geral em comunicado.

Nenhuma acusação foi apresentada contra Saud al-Qahtani, um assessor próximo do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, acrescentou o procurador, dizendo que o ex-general foi absolvido.


O procurador-geral adiantou, em conferência de imprensa, que existem outras penas para outros seis condenados.


Jamal Khashoggi, que morava nos Estados Unidos, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, para tratar de alguns documentos necessários para o casamento com uma cidadã turca. O jornalista não voltou a sair do consulado, onde foi morto por agentes sauditas, que saíram da Turquia e regressaram à Arábia Saudita logo após o assassínio.


O julgamento dos 11 suspeitos começou no início de janeiro, na Arábia Saudita, e o procurador-geral solicitou a pena de morte para cinco deles.

Meses depois da morte de Khashoggi, a ONU publicou um relatório que responsabilizava diretamente o príncipe Bin Salman pelo assassínio de Khashoggi, e pediu mais sanções internacionais contra a monarquia saudita e a continuação das investigações sob os auspícios do organismo internacional.

De acordo com a investigação turca, realizada após a morte do jornalista saudita, Khashoggi foi morto por um esquadrão de agentes sauditas que viajaram para Istambul com esse fim.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse por várias vezes que a ordem para matar Khashoggi "foi dada ao mais alto nível do Estado" saudita.

As autoridades sauditas detiveram mais de 20 suspeitos de ligações à morte do jornalista e adiantaram que 11 foram já acusados.