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Facebook vai banir os “deepfakes”

Valentin Flauraud

Vídeos falsos podem colocar qualquer pessoa a fazer ou dizer algo.

O Facebook anunciou na segunda-feira que irá começar a remover da rede social “deepfakes”, clipes falsos gerados por computador, com recurso a inteligência artificial, que permitem colocar qualquer pessoa a fazer ou dizer qualquer coisa.

Estes “deepfakes” são desenhados para serem o mais realista possível e, por isso, são praticamente impossíveis de identificar. A maioria das suas vítimas são políticos e celebridades, que vêm os seus rostos ou corpos sobrepostos sobre outros vídeos.

Para combater estes vídeos falsos, o Facebook vai colocar uma entidade independente a verificar a autenticidade dos conteúdos. Se tiverem sido editados de uma forma que não seja óbvia para uma “pessoa comum”, ou se manipularem os utilizadores a pensar que a pessoa no vídeo disse palavras que de facto não disse, a rede social compromete-se a removê-los.

Ainda assim, esta nova política não será aplicada a vídeos de sátira ou paródia.

Zuckerberg também foi alvo

Em setembro de 2019, a rede social de Mark Zuckerberg anunciou um contributo de 10 milhões de dólares (cerca de nove milhões de euros) para um fundo que se dedica a melhorar a tecnologia que deteta os “deepfakes”.

O próprio fundador do Facebook viu-se alvo de um vídeo “deepfake”, em que a sua imagem foi manipulada para ser colocado a proferir declarações polémicas sobre a utilização de dados dos utilizadores da rede social.

Segundo a BBC, outras empresas, como a Google e a Microsoft, também estão a tentar combater os “deepfakes”.