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Oceanos atingiram em 2019 as temperaturas mais quentes de que há registo

Oceanos atingiram em 2019 as temperaturas mais quentes de que há registo

Um estudo elaborado por 14 cientistas internacionais revelou que os oceanos bateram novos recordes de aquecimento no ano passado.

É mais uma consequência quase irreversível da forma temos tratado o planeta. No último ano, os oceanos aqueceram mais que nunca e os cientistas dizem que a culpa é das emissões de gases com efeito de estufa.

As conclusões são de um estudo publicado na revista cientifica Advances in Atmospheric Sciences. Foi elaborado por uma equipa internacional de 14 investigadores com os mais recentes métodos de análise.

A publicação revela que o aquecimento ocorreu principalmente entre a superficie e os 2 mil metros de profundidade.

Os cientistas mostram que os últimos dez anos foram os mais quentes de sempre, no fundo do mar. Para demostrar a brutalidade das conclusões, o líder deste estudo comparou a subida da temperatura no mar com a energia libertada pela bomba atómica de Hiroxima.

Garante que a quantidade de calor que foi colocada nos oceanos nos últimos 25 anos é igual à explosão de 3,6 mil milhões bombas atómicas iguais às que explodiram na cidade japonesa em 1945.

Ainda assim, os cientistas acreditam que a situação se pode reverter: para isso as fontes de energia devem ser sustentáveis e diversificadas, e a forma como a usamos tem que ser mais inteligente.

Os investigadores Garantem que a mudança é possivél, mas que o oceano vai levar mais tempo a recuperar do que o ar ou a terra.

O estudo surge na mesma altura em que a ONU lança novas metas: em 2 anos, 30% da superficie da terra deve corresponder a àreas protegidas, incluindo os oceanos.

Este objetivo consta do documento que as Nações Unidas vão apresentar na 15ª convenção sobre BioDiversidade, que se vai realizar em outubro na China.