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Companhia aérea obriga mulher a fazer teste de gravidez antes de voar

Companhia de Hong Kong explica as razões da exigência.

Uma companhia aérea low cost de Hong Kong exigiu a uma passageira que fizesse um teste de gravidez para provar que não estava grávida, antes de embarcar num voo para a ilha de Saipan, no Oceano Pacífico. Segundo a mulher, de nacionalidade japonesa, a empresa fez-lhe a exigência enquanto fazia o check in, com o objetivo de saber se estaria "apta" para voar.

"Foi muito humilhante e frustante", confessou a japonesa de 25 anos, ao Wall Street Journal.

Explicou ainda que a companhia lhe comunicou que o teste era necessário para mulheres "com um tamanho ou forma corporal semelhante a uma mulher grávida". Segundo um relatório, a que a CNN teve acesso, uma equipa da companhia aérea acompanhou-a até à casa de banho e entregou-lhe um teste de gravidez, impedindo-a de voar até que o teste fosse negativo.

A companhia, adquirida pela Cathay Pacific, já veio desculpar-se pelo ocorrido num comunicado.

"Gostaríamos de pedir desculpas pelo sofrimento causado.", escreveu a empresa num documento, onde pode ler-se também a justificação para o sucedido.

Segundo a nota, as autoridades de Saipan têm pressionado as companhias aéreas a intensificar o controlo de passageiros, para que as leis de imigração dos EUA sejam cumpridas.

O fenómeno do turismo de nascimento

Saipan, que faz parte da comunidade norte-americana, tem emergido como um dos destinos favoritos para o "turismo de nascimento" - uma prática que garante a nacionalidade norte-americana aos cidadãos que nasçam no território. A ilha tem uma política de imigração diferente do continente americano, que permite a alguns cidadãos estrangeiros a visitem sem ser necessário um visto.

O turismo de nascimento na região cresceu tanto nos últimos anos que o número de bebés de cidadãos estrangeiros tornou-se superior ao dos residentes permanentes. Só em 2018, os turistas deram à luz 582 bebés nas ilha, enquanto apenas 492 nasceram como residentes permanentes.

A popularidade deste tipo de turismo na região fez com que as autoridades optassem por medidas mais apertadas, acabando por pressionar as companhias aéreas que viajam para o destino.