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Governo brasileiro alerta que água utilizada por cervejeira estava contaminada

Washington Alves

Pelo menos 10 pessoas que procuraram hospitais em Minas Gerais apresentaram sintomas de contaminação.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Brasil informou esta quarta-feira que a água utilizada pela empresa Backer na produção de cervejas estava contaminada com uma substância tóxica, que poderá ser responsável pela morte de duas pessoas.

"Análises realizadas pelo Mapa constataram a contaminação da água utilizada pela Backer na fabricação de suas cervejas", afirmou a pasta da Agricultura, acrescentando que a contaminação aconteceu nas dependências da empresa.

Face à suspeita de que a "contaminação por dietilenoglicol e monoetilenoglicol é sistémica", ou seja, está presente no processo de fabricação da Backer, o ministério determinou a recolha de todos os produtos da cervejeira e a suspensão da fabricação, "pois outras marcas podem estar também contaminadas".

A polícia brasileira confirmou hoje uma segunda morte devido a síndrome nefroneural, uma doença misteriosa que pode ter sido provocada por um componente tóxico em produtos vendidos pela cervejaria Backer, no estado de Minas Gerais.

As autoridades locais informaram que a segunda vítima é um homem, mas não revelaram a sua identidade. A primeira vítima do síndrome foi Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos.

Encontra-se ainda em investigação uma terceira morte, não confirmada, de uma mulher com sintomas idênticos e que morreu na cidade de Pompéu.

Na semana passada, a polícia revelou que investiga a relação entre internamentos e mortes misteriosas em Minas Gerais com o consumo da cerveja Belorizontina, da fabricante Backer.

O coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do ministério, Carlos Müller, declarou hoje que todo o processo de fabricação das cervejas está a passar por uma perícia e que, por agora, estão a ser investigadas as hipóteses de "sabotagem, vazamento no tanque de resfriamento e uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no processo de refrigeração do sistema".

"A Backer, que responderá a um processo administrativo, ficará fechada por tempo indeterminado e os seus produtos só poderão voltar a ser comercializados após o Mapa comprovar a normalidade do sistema de produção da empresa", anunciou o ministério no seu 'site'.

A tutela concluiu que toda a produção da Backer pode ter sido contaminada, justificando a decisão de determinar a recolha e impedir a comercialização de todas as marcas da empresa.

Pelo menos 10 pessoas que procuraram hospitais em Minas Gerais apresentaram sintomas de contaminação.

Os sintomas da síndrome nefroneural podem surgir até 72 horas após o consumo e inclui náuseas, vómitos e dor abdominal, sendo que os pacientes também apresentam alterações neurológicas.

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