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Já é possível levantar voo sem intervenção do piloto

Airbus

Vídeo da Airbus mostra avião a descolar sem intervenção do piloto.

Estamos cada vez mais perto de voar num avião que descolou sem a intervenção do piloto. A Airbus anunciou esta semana que realizou com sucesso a primeira descolagem totalmente autónoma de um avião comercial, no aeroporto francês em Toulouse. Uma equipa de teste, composta por dois pilotos e três engenheiros, levantou voo no dia 18 de dezembro. Foram realizadas oito descolagens num período de quatro horas e meia.

"A aeronave teve o desempenho esperado durantes os testes", revelou o piloto de testes da Airbus, Yann Beaufils. Movemos as alavancas do acelerador para configurar a descolagem e monitorizamos a aeronave. Começou a andar e a acelerar, mantendo-se automaticamente na linha central da pista, na velocidade exata de rotação programada. O nariz do avião começou a levantar automaticamente e, alguns segundos epois, estávamos no ar", contou.

Apesar de ter sido um passo importante para o futuro da aviação, que pode resolver problemas como a falta de pilotos, a empresa não tem como missão "avançar com a autonomia" total. Com estes avanços, a Airbus pretende melhorar as operações de voo e o desempenho geral das aeronaves, permitindo que os pilotos se concentrem menos na operação e mais na tomada de decisões estratégicas.

"As tecnologias autónomas são fundamentais para apoiar os pilotos, permitindo que eles se concentrem menos na operação da aeronave e mais na tomada de decisões estratégicas e na gestão de missões", alega a Airbus.

Em grande parte do mundo ainda é exigido, por lei, que dois pilotos estejam presentes durante toda a viagem no cockpit. Tendo em conta a falta de pilotos, as companhias aéreas podem agora trabalhar com algumas tecnologias que permitem a autonomia dos aparelhos em determinadas situações.

Mas será que os passageiros estão preparados para voar sem piloto? Surpreendetemente sim. Segundo uma pesquisa da empresa americana de software Ansys, que envolveu 22 mil pessoas, 70% dos passageiros estariam preparados para voar em aeronaves totalmente autónomas.