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Turquia acusa altos dirigentes sauditas da morte de Jamal Khashoggi

Lefteris Pitarakis

Jamal Khashoggi, colaborador do jornal Washington Post e crítico do regime saudita foi assassinado em outubro de 2018.

A Turquia vai acusar dois sauditas próximos do príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed ben Salmane, no quadro da investigação da morte do jornalista Jamal Kashoggi, em 2018, em Istambul.

O gabinete do procurador-geral de Istambul refere num comunicado difundido hoje que está a ser preparada a acusação em que um ex-conselheiro do príncipe herdeiro saudita e o general Ahmed al-Assiri são apontados como os mandantes do assassinato.

Os dois homens são acusados de ter ordenado "o homicídio voluntário, premeditado e com intenção de provocar sofrimento".

No mesmo documento, 18 outros suspeitos, de origem sudanesa, são igualmente indicados como cúmplices do crime. Estas 20 pessoas incorrem a uma pena de prisão perpétua, de acordo com a Justiça turca.

Jamal Khashoggi, colaborador do jornal Washington Post e crítico do regime saudita foi assassinado em outubro de 2018 no consulado de Riade em Istambul.

De acordo com as autoridades judicias da Turquia, o jornalista de 59 anos foi estrangulado tendo os assassinos esquartejado o cadáver. Os restos mortais de Khashoggi não foram encontrados até ao momento.

Após vários meses de pressão política e diplomática as autoridades de Riade admitiram o envolvimento de elementos dos serviços secretos no crime mas que atuaram sem que tivessem sido ordenados pela cúpula de poder. No ano passado a Arábia Saudita condenou à morte cinco pessoas alegadamente ligadas ao caso do crime.

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