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Alemanha quer colaborar no restauro dos vitrais da Notre-Dame

Charles Platiau

A ministra da Cultura disse que o Governo alemão está disposto a "cobrir os custos" do trabalho dos restauradores alemães.

A Alemanha ofereceu-se para ajudar a reconstruir a catedral parisiense de Notre-Dame danificada por um incêndio no dia 15 de abril de 2019.

O governo de Berlim sugeriu o envio de especialistas em vitrais para o restauro das enormes janelas da catedral. A ministra da Cultura da Alemanha, Monika Gruetters, disse que três grandes artistas de restauro alemães, responsáveis por obras significativas em templos no país, podem oferecer ajuda aos franceses responsáveis pela reconstrução da catedral de Notre-Dame. A ministra disse que o Governo alemão está disposto a "cobrir os custos" do trabalho dos restauradores alemães.

A reconstrução da catedral danificada pelo fogo em 2019 foi suspensa no passado dia 16 de março para evitar o contágio pelo novo coronavírus entre os trabalhadores.

No entanto, o Presidente francês disse hoje que "tudo será feito" para reconstruir Notre-Dame dentro dos próximos cinco anos, como foi decidido após o incêndio que destruiu o monumento.

Através de uma mensagem registada em vídeo e difundida na página oficial do Eliseu para assinalar o primeiro ano após o fogo, Emmanuel Macron sublinha que "não se esquece" da reconstrução do templo, apesar da pandemia da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

Obras de recuperação da Catedral de Notre Dame paradas por causa da pandemia de coronavírus

Um ano depois do incêndio que a destruíu, Notre Dame continua envolta num emaranhado de tubos, andaimes e estruturas.

Um ano após o incêndio, a polícia francesa tem três teorias sobre o poderá ter provocado o incêndio que, a 15 de abril de 2019, destruíu um dos mais conhecidos monumentos de todo o mundo.

Uma beata de cigarro mal apagada, um curto-circuito no sistema elétrico dos sinos da flecha, ou o mau funcionamento de um elevador, podem ter sido responsáveis pelo início do fogo que, há um ano, deixou Paris sem a mais importante, e mais icónica de todas as catedrais.

Nestes 12 meses, já foram angariados perto de mil milhões de euros para financiar as obras de renovação da catedral, com doações de mais de 350 mil pessoas e da maior parte das grandes empresas francesas.