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Donald Tusk apela a boicote das eleições presidenciais na Polónia

ANTONIO BAT

As presidenciais por correspondência foram justificadas pelo governo com a pandemia do novo coronavírus.

O ex-presidente do Conselho Europeu e líder do Partido Popular Europeu (PPE), Donald Tusk, apelou hoje ao boicote das eleições presidenciais por correspondência na Polónia, marcadas para 10 de maio.

“Se todos os polacos honestos disserem: ‘isto não são eleições e não participamos’, o PiS cederá no último momento”, declarou Tusk numa mensagem vídeo divulgada na rede social Twitter numa referência ao partido no poder, o conservador Lei e Justiça (PiS).

Tusk, ex-primeiro-ministro polaco e candidato à presidência em 2005, disse ainda que a votação organizada pelo governo da Polónia “não tem nada a ver com uma eleição”.

As presidenciais por correspondência foram justificadas pelo governo com a pandemia do novo coronavírus, mas o projeto de lei que regulamenta esse tipo de voto está pendente no Senado e poderá só chegar à votação a 7 de maio.

A oposição e uma fação dentro do governo estão a negociar um eventual adiamento do escrutínio.

O apelo de Tusk coincide com o realizado hoje pela organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, que instou as autoridades polacas a garantir que a saúde dos cidadãos é protegida e que são realizadas eleições justas e livres.

Em caso contrário, as eleições devem ser adiadas, defendeu.

O Parlamento Europeu também se manifestou contra a realização da eleição durante a pandemia e os bispos da Polónia apelaram ao Lei e Justiça e aos partidos da oposição para que “procurem soluções através do diálogo que não suscitem dúvidas legais” e respeitem os princípios democráticos de “eleições livres e justas”.

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ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS

Mais de 211 mil mortos e mais de três milhões de infetados em todo o mundo

De acordo com os dados da agência de notícias francesa, a partir de dados oficiais, foram registados 211.185 mortos e mais de 3.030.340 infetados em 193 países, segundo um balanço às 11:00.

Pelo menos 832 mil pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de mortos e casos, com 56.253 e 988.469, respetivamente. Pelo menos 111.583 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde nos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Itália, com 26.977 mortos e 199.414 casos, Espanha com 23.822 mortos (210.773 casos), França com 23.293 óbitos (165.842 casos) e Reino Unido com 21.092 mortos (157.149 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.836 casos (seis novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.633 mortos (nenhuma nova) e 77.555 curados.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 126.975 mortos para 1.405.311 casos, os Estados Unidos e Canadá 59.034 mortos (1.036.698 casos), a América Latina e Caraíbas 8.897 mortos (177.829 casos), a Ásia 8.221 mortos (208.754 casos), no Médio Oriente 6.482 mortos (160.477 casos), em África 1.466 mortos (33.140 casos) e na Oceânia 110 mortos (8.037 casos).