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Comissão ordena encerramento da maior cadeia de televisão das Filipinas

Eloisa Lopez

Duterte já tinha manifestado a intenção de fechar a ABS-CBN.

A Comissão Nacional de Telecomunicações das Filipinas (NTC) ordenou que a maior cadeia de televisão do país pare de transmitir, afirmando que a sua licença expirou a 4 de maio.

Em fevereiro, o Presidente filipino, Rodrigo Duterte, tinha feito um pedido ao Supremo Tribunal para que a licença da ABS-CBN não fosse renovada, considerado por legisladores e oposição como um ataque aos ‘media’ independentes.

A cadeia de televisão, que opera nas Filipinas há 25 anos e conta com mais de 11 mil jornalistas, tem 10 dias para responder.

Há três meses, a ABS-CBN foi acusada pelo procurador-geral, José Calida, de “exercer ilegalmente", uma vez que é parcialmente financiada com capital estrangeiro, o que viola a lei filipina.

"A gigante de 'media' escondeu-se atrás de um elaborado véu corporativo e permitiu que investidores estrangeiros participassem na propriedade de uma entidade de 'media' filipina", apontou em comunicado.

Alguns meios de comunicação sugerem que a inimizade do Presidente filipino com a cadeia foi desenvolvida durante a corrida presidencial de 2016, quando a ABS-CBN se recusou a emitir um anúncio de eleição para a campanha de Duterte.

"Não devemos permitir a vingança de um homem, não importa quão poderoso seja o excesso de liberdades constitucionalmente garantidas, como a liberdade de imprensa e expressão, bem como o direito do povo ser informado", denunciou na altura o Sindicato Nacional Jornalistas filipinos.

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