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Os britânicos que não conseguem trabalhar de casa podem regressar ao trabalho a partir de quarta-feira

HANNAH MCKAY

Governo britânico publicou na segunda-feira um plano detalhado para o levantamento de algumas restrições.

No Reino Unido, quem não pode trabalhar a partir de casa, pode voltar ao local de trabalho já a partir de quarta-feira.

O Governo britânico publicou na segunda-feira um plano detalhado para o levantamento de algumas restrições, encorajando o regresso ao trabalho daqueles que não o possam fazer de casa, nomeadamente de setores como a construção.

Uma segunda fase a partir de junho prevê a reabertura parcial de escolas primárias e algumas lojas de bens não essenciais e em julho poderá alargar-se a atividades como a restauração, cafés e cinemas.

Porém, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, avisou que não hesitará em impor novamente restrições no caso de um aumento significativo de casos de contágio.

A população foi aconselhada a usar máscara em espaços fechados e a evitar os transportes públicos e o Governo quer pôr de quarentena todas as pessoas que chegarem do estrangeiro.

O ministro das Finanças do Reino Unido anunciou que, o sistema de lay-off vai ser prolongado até outubro. De acordo com o Governo britânico, cerca de 7,5 milhões estão em regime de 'lay-off', abrangendo quase um milhão de empresas.

"Até ao final de julho não vai haver mudanças" no modelo atual, através do qual o Estado paga 80% dos salários até 2.500 libras por mês (2.850 euros), disse o Ministro das Finanças.

A partir de agosto, será introduzida "mais flexibilidade" ao sistema, com a possibilidade de fazer regressar ao trabalho funcionários a tempo parcial, mas os empregadores terão de "partilhar o custo", avisou.

Sunak tinha sugerido anteriormente que o apoio seria gradualmente reduzido, mas o patronato e economistas como o antigo governador do Banco de Inglaterra Mervyn King defenderam que o sistema deveria continuar nos mesmos termos.

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