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Forças iraquianas anunciam morte do "governador" do Daesh no Iraque

A coligação internacional não se pronunciou sobre o assunto até ao momento.

As forças de segurança iraquianas anunciaram esta terça-feira a morte de um procurado terrorista do Daesh que ocupava o cargo de “governador” do Iraque e era assessor do líder do grupo ‘jihadista’, segundo as autoridades.

Mu'taz Numan Abd Nayf Najm al-Jaburi, apelidado de Haji Tayseer, morreu num bombardeamento da coligação internacional contra o Daesh liderada pelos Estados Unidos na região síria de Deir Ezzor, indicou a Agência da Luta Antiterrorista num comunicado, sem indicar a data da morte.

O comunicado refere que a operação foi possível graças à “informação precisa” que a parte iraquiana deu à aliança internacional sobre os movimentos de Tayseer, que contava com “mais do que um passaporte e documento de identificação para circular” entre países.

Além de ser “governador” do Daesh no Iraque, Tayseer era “responsável pela planificação e coordenação das operações terroristas externas” do grupo extremista.

As forças de segurança do Iraque anunciaram na segunda-feira a detenção de vários dirigentes importantes do grupo 'jihadista' Daesh, assim como uma nova operação contra o que resta desta organização extremista perto da fronteira com a Síria.

O porta-voz do Comando de Operações Conjuntas, Tahsin al-Khafaji, disse à agência noticiosa estatal iraquiana, INA, que entre os detidos estava Nasser al-Qardash, um dos possíveis sucessores do defunto líder do grupo 'jihadista' Abu Bakr Al-Baghdadi, cuja detenção foi anunciada a semana passada.

Al-Khafaji não precisou mais nomes de detidos, acrescentando que durante a operação as forças de segurança também mataram um "grande número" de combatentes do Daesh. Assegurou que o que resta do Daesh não tem outra escolha a não ser "entregar-se ou morrer".

O porta-voz disse ainda que a nova operação vai decorrer na província de Anbar, fronteiriça à Síria.

Nos últimos meses, o Iraque aumentou o número de operações contra o Daesh, que, segundo um relatório recente do Centro de Política Global, disporá de cerca de 4.000 combatentes no ativo e de outros 8.000 em células adormecidas.

O novo primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al-Kazemi, reconheceu este mês que o grupo 'jihadista' se está a tentar reorganizar, embora tenha afirmado que as forças de segurança e aliados estão perto de o erradicar.

O Daesh conquistou vastos territórios no Iraque em meados de 2014 e, apesar de as autoridades de Bagdad terem declarado uma vitória militar contra o grupo em dezembro de 2017, o EI continua ativo em áreas montanhosas do norte e nordeste do país e na fronteira com a Síria.