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China facilita acesso a companhias aéreas estrangeiras face a retaliação dos EUA

Mark Schiefelbein / AP

Washington anunciou que vai proibir os voos de quatro companhias aéreas chinesas para os EUA porque Pequim não deu licença para as norte-americanas.

Os reguladores chineses disseram hoje que vão permitir que mais companhias aéreas estrangeiras possam voar para a China, depois de o Governo norte-americano ter proibido voos para os Estados Unidos de empresas de aviação chinesas.

O anúncio foi divulgado depois de Washington ter anunciado, na quarta-feira, que ia proibir os voos de quatro companhias aéreas chinesas para os Estados Unidos porque Pequim não deu licença para que as norte-americanas United Airlines e Delta Air Lines retomassem os seus voos para a China.

As companhias aéreas que mantiveram voos para a China durante a pandemia foram autorizadas a continuar a fazer um voo por semana quando as restrições foram impostas por Pequim no final de março.

A United e a Delta suspenderam os seus voos antes disso e pediram, entretanto, permissão para retomar as ligações aéreas.

A Administração de Aviação Civil da China informou hoje que as companhias aéreas que não estão na lista de março podem fazer um voo por semana a partir de segunda-feira. A medida deverá abranger as duas companhias aéreas norte-americanas, mas o regulador não detalhou quais são as transportadoras incluídas.

Em comunicado, a United disse ter expectativas de retomar o transporte de passageiros entre EUA e China quando o ambiente regulatório o permitir.

China e EUA enfrentam já várias disputas, incluindo sobre o comércio e tecnologia, o estatuto de Hong Kong e Taiwan ou a soberania do Mar do Sul da China.

Segundo o regulador chinês, todas as companhias aéreas estrangeiras autorizadas a voar para a China poderão aumentar a frequência para dois voos por semana, caso nenhum dos seus passageiros teste positivo para o novo coronavírus durante três semanas.

O regulador informou ainda que a ligação será suspensa por uma semana se o número de passageiros com resultado positivo chegar a cinco.

O Departamento de Transportes norte-americano alegou na quarta-feira que a China está a violar um acordo entre os dois países, sobre a reciprocidade de voos de companhias aéreas.

O Departamento de Transportes explicou que o Presidente, Donald Trump, pode antecipar esta medida ainda antes de 16 de junho, se houver justificação política para essa decisão.

As quatro companhias aéreas afetadas pela decisão do Governo norte-americano são a Air China, a China Eastern Airlines, a China Southern Airlines e a Xiamen Airlines.

Antes da pandemia, havia cerca de 325 voos de passageiros por semana entre os Estados Unidos e China, incluindo aqueles que são operados pela United, Delta e American Airlines.

Enquanto as companhias aéreas dos EUA pararam os seus voos entre os dois países, as companhias aéreas chinesas continuaram a voar cerca de 20 vezes por semana, em meados de fevereiro, e aumentaram para 34 voos por semana, em meados de março, segundo o Departamento de Transportes.

383 mil mortos e mais de 6,4 milhões infetados em todo o mundo

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 383 mil mortos e infetou mais de 6,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,7 milhões de doentes foram considerados curados.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de três milhões, contra mais de 2,2 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 169.700, contra mais de 180 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

1.447 mortos e mais de 33 mil casos de Covid-19 em Portugal

Em Portugal, segundo os últimos dados revelados pela DGS na quarta-feira, morreram 1.447 pessoas e há 33.261 infetados desde o início da pandemia.

Há mais 11 mortes em relação ao dia anterior, enquanto o número de infetados aumentou 366, o que representa um aumento de 1,1%.

O número de casos recuperados subiu de 19.869 para 20.079, mais 210.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

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