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Tempestade Amanda faz 27 mortos em El Salvador e mais de 11 mil desalojados

Rodrigo Sura / EPA

As chuvas podem desencadear o aumento de casos de covid-19.

O número de mortos provocados pela tempestade tropical Amanda em El Salvador subiu para 27, após um deslizamento de terras ter soterrado sete pessoas quarta-feira, com as chuvas a fazerem 11 mil desalojados, informaram as autoridades.

As fortes chuvas associadas à depressão tropical provocaram um deslizamento de terras numa colónia na cidade de Santo Tomás, onde uma família de sete pessoas, dois adultos e cinco filhos pequenos, foi soterrada.

Os seus corpos ainda não foram resgatados dos escombros, devido às dificuldades do terreno. Os esforços de salvamento foram suspensos e deverão ser hoje retomados, segundo a agência de notícias espanhola Efe.

De acordo com a última atualização dos números oficiais, a tempestade tropical Amanda, a que se juntou a tempestade Cristóbal, causou ainda o desaparecimento de seis pessoas, afetando pelo menos 29.968 famílias.

A tempestade deixou no domingo um rasto de morte e de devastação no norte da América Central, sobretudo na Guatemala, Honduras e El Salvador, o país mais afetado. Nas Honduras, a tempestade fez quatro mortos e mais dois na Guatemala.

O temporal dissipou-se na Guatemala, mas as chuvas moderadas e intermitentes têm persistido em El Salvador, onde caíram 500 milímetros de água em dois dias, quando a média anual é de 1.800 milímetros, segundo indicou na terça-feira o Ministério do Ambiente salvadorenho.

De acordo com o Ministério do Ambiente, "as chuvas deverão continuar, devido à tempestade tropical Cristobal", com "condições de muito alta probabilidade de deslizamentos múltiplos de terra e quedas de rochas".

Receio de aumento dos casos de covid-19

O Governo salvadorenho realojou 11.179 pessoas em 210 abrigos, situados em 13 das 14 regiões (departamentos) do país, mas teme que haja muitas que não recorrem aos albergues de emergência, com receio de contrair o novo coronavírus.

O responsável do Ministério da Saúde, Francisco Alabí, afirmou na quarta-feira, durante uma conferência de imprensa, que "as chuvas podem desencadear o aumento de casos [de covid-19]". "A tempestade tropical pode aumentar as infeções, razão pela qual transferimos as equipas de saúde para os abrigos", acrescentou.

Aquele responsável apontou que as duas emergências que afetam o país "podem reforçar-se mutuamente" e instou a população a continuar a aplicar medidas preventivas.

Em El Salvador, há 1.468 casos ativos de covid-19 e 1.186 pessoas que recuperaram da doença, num total de 2.705 pessoas afetadas, tendo-se registado 51 óbitos desde o início da pandemia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 385 mil mortos e infetou mais de 6,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

1.447 mortos e mais de 33 mil casos de Covid-19 em Portugal

Em Portugal, segundo os últimos dados revelados pela DGS na quarta-feira, morreram 1.447 pessoas e há 33.261 infetados desde o início da pandemia.

Há mais 11 mortes em relação ao dia anterior, enquanto o número de infetados aumentou 366, o que representa um aumento de 1,1%.

O número de casos recuperados subiu de 19.869 para 20.079, mais 210.

383 mil mortos e mais de 6,4 milhões infetados em todo o mundo

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 383 mil mortos e infetou mais de 6,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,7 milhões de doentes foram considerados curados.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de três milhões, contra mais de 2,2 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 169.700, contra mais de 180 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.