Mundo

Ativistas querem salvar urso em Itália e até um ministro se juntou à causa

Urso pardo (Arquivo)

Eloy Alonso / Reuters

Animal vai ser abatido por ter atacado dois caminhantes.

Um pai e o filho, de 59 e 28 anos, foram atacados na segunda-feira por um urso durante uma caminhada no Monte Peller, na província italiana de Trentino, que resultou em ferimentos nas pernas de ambos.

As regras de Proteção e Pesquisa Ambiental de Itália preveem que ursos que atacam humanos sejam abatidos, mas os ativistas dos direitos dos animais daquele país pedem às autoridades que o regulamento não seja cumprido.

Segundo a CNN, depois do ataque o autarca da província de Trentino assinou uma ordem que autoriza a captura e abate do urso. As autoridades estão agora à procura do animal através de ADN extraído da saliva e pêlo encontrados nos ferimentos das vítimas.

Comportamentos provocatórios?

Os ativistas pedem que a ordem seja travada até uma investigação ao incidente ser concluída, de forma a perceber se o pai e filho tiveram comportamentos que possam ter provocado o animal, algo que ambos já vieram negar.

Até este sábado pelo menos 15 mil pessoas já tinham assinado uma petição para salvar o urso e até o ministro do Ambiente italiano se juntou à causa, escrevendo uma carta onde se diz contra o abate, explicando que o ataque pode ter sido cometido por uma fêmea a proteger as suas crias.

“Apenas depois de recolhermos certas informações científicas sobre o animal envolvido no acidente com os dois cidadãos, poderemos avaliar soluções práticas que, na minha opinião, não devem resultar na morte do animal”, escreveu Sergio Costa.

Encontro insólito

No mês passado, uma família filmou um encontro insólito com um urso no Norte de Itália. No vídeo, um rapaz de 12 anos é instruído pelo pai a mover-se lentamente e para longe do animal. O animal parece interessado momentaneamente antes de perder o interesse no grupo.