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UE espera resolver problema de expulsão da chefe de missão por via negocial

Isabel Brilhante Pedrosa, chefe de missão da União Europeia (UE) em Caracas

Miguel Gutierrez

Isabel Brilhante Pedrosa foi expulsa por Nicolás Maduro, poucas horas depois de Bruxelas ter sancionado 11 funcionários de Caracas.

A Comissão Europeia aguarda a notificação formal da expulsão da chefe de missão da União Europeia (UE) em Caracas, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, e espera ainda conseguir resolver o diferendo com Nicolas Maduro por via negocial.

"Até este momento, não houve nenhuma notificação formal sobre esta decisão e esperamos conseguir resolver este problema com a utilização de todos os canais diplomáticos", disse hoje o porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros, Peter Stano.

Estados-membros "vão reagir com medida apropriadas" à expulsão de Isabel Brilhante Pedrosa

Falando na videoconferência de imprensa diária, Stano acrescentou que os Estados-membros "vão reagir com medidas apropriadas ao anúncio do regime de Nicolas Maduro, à expulsão da nossa chefe de missão quando houver uma decisão formal" de Caracas sobre a saída da diplomata.

O prazo dado pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para que a delegada da União Europeia (UE) no país abandone Caracas termina hoje, desconhecendo-se, para já, qualquer indicação sobre uma eventual revogação da decisão.

Expulsão deveu-se à sanção imposta pela Comissão Europeia a 11 funcionários em Caracas

Segunda-feira, poucas horas depois de Bruxelas ter sancionado 11 funcionários de Caracas, Maduro decidiu expulsar a diplomata portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, em funções na Venezuela desde fevereiro de 2018, dando-lhe 72 horas para abandonar o país.

Maduro defendeu que Bruxelas divulgou uma resolução "em que a supremacista UE sanciona aqueles venezuelanos que, formando parte de instituições do Estado, defendem a Constituição".

Porque foram sancionados?

Os sancionados são acusados de "atuar contra o funcionamento democrático da Assembleia Nacional (parlamento) e de violar a imunidade parlamentar" dos deputados, inclusive do líder opositor e presidente daquele órgão, Juan Guaidó.


No dia seguinte, o chefe da diplomacia europeia condenou a expulsão e garantiu que serão tomadas medidas de "reciprocidade" em resposta à decisão de Maduro.

A Venezuela tem, desde janeiro, dois parlamentos (Assembleia Nacional) parcialmente reconhecidos, um de maioria opositora, liderado por Juan Guaidó, e um pró-regime, liderado por Luís Parra.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Juan Guaidó se autoproclamou Presidente interino do país até afastar Nicolás Maduro do poder, formar um Governo de transição e convocar eleições livres.

"Até este momento, não houve nenhuma notificação formal sobre esta decisão e esperamos conseguir resolver este problema com a utilização de todos os canais diplomáticos", disse hoje o porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros, Peter Stano.

Falando na videoconferência de imprensa diária, Stano acrescentou que os Estados-membros "vão reagir com medidas apropriadas ao anúncio do regime de Nicolas Maduro, à expulsão da nossa chefe de missão quando houver uma decisão formal" de Caracas sobre a saída da diplomata.

Não há indicação sobre eventual revogação da expulsão

O prazo dado pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para que a delegada da União Europeia (UE) no país abandone Caracas termina hoje, desconhecendo-se, para já, qualquer indicação sobre uma eventual revogação da decisão.