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Imagens mostram câmara de tortura descoberta na Holanda

David Alves

David Alves

Editor de Imagem

Contentores tinham uma cadeira de dentista, serras, bisturis, alicates e algemas. Seis homens foram detidos.

A polícia desmantelou as instalações do que seria uma prisão improvisada com sete contentores. Uma das celas tinha uma cadeira de dentista com cintos nos apoios de braços e pés, mas a polícia garante que não chegou a ser usada.

A descoberta da prisão na Holanda começou numa rede de comunicações encriptadas, o EncroChat, na qual a polícia se infiltrou. O sistema é conhecido por ser usado para planear atividades criminosas.

"É como se estivéssemos à mesa com os criminosos, em tempo real", explicou Jannine van den Berg, chefe da polícia holandesa, referindo-se à intercetação das mensagens.

As fotografias a que tiveram acesso mostravam as instalações agora desmanteladas, e permitiram identificar potenciais vítimas que acabaram por ser avisadas e protegidas, de acordo com o comunicado da polícia.

Nas buscas foram também desmanteladas as instalações que seriam usadas como base da atividade criminosa, perto de Roterdão, onde foram encontrados uniformes de polícia, carros roubados, armas de fogo e droga. Seis homens com ligação às instalações foram detidos.

A operação apoiada pela Europol estende-se ao Reino Unido, Suécia e Noruega, tendo já permitido a detenção de mais de 800 pessoas.

A operação 26Lemont levou à detenção de mais de 100 suspeitos na semana passada na Holanda e à apreensão de mais de 8 mil quilos de cocaína, 1.200 kg de metanfetaminas e ao desmantelamento de 19 laboratórios de drogas sintéticas.

A polícia promete mais resultados em breve. Os grupos visados de crime organizado dedicam-se a tráfico de drogas, assassínios, lavagem de dinheiro, extorsão e sequestros.