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Confrontos étnicos na Etiópia fazem 239 mortos

Simon Dawson

Manifestações foram desencadeadas pela morte de um cantor popular de etnia oromo.

Pelo menos 239 pessoas morreram nas manifestações e confrontos ocorridos na semana passada na Etiópia após a morte de um popular de etnia oromo, indicaram esta quarta-feira as autoridades policiais.

"Devido aos problemas que se verificaram na região, nove polícias, cinco membros das milícias e 215 civis perderam a vida", disse o chefe da polícia da região de Oromia.

Inicialmente as autoridades de Adis Abeba tinham indicado a morte de 10 pessoas na sequência de confrontos na capital do país.

O primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed disse na terça-feira que a violência da semana passada no país não o demoverá do objetivo de começar a encher este mês a Grande Barragem Renascentista, no Nilo.

O pior episódio de violência desde que Abiy Ahmed chegou ao poder em 2018 aconteceu na semana passada, em Adis Abeba e na região circundante de Oromia.

As pessoas morreram nos confrontos intercomunitários e entre manifestantes e a polícia, desencadeados pelo assassinato do cantor popular Hachalu Hundessa, o portador da bandeira a etnia oromo, que foi morto a tiro por desconhecidos em 29 de junho, na capital.