Mundo

Ex-candidato às presidenciais do Brasil Alfredo Sirkis morreu em acidente rodoviário

Twitter Alfredo Sirkis

A polícia está a determinar as causas do acidente.

O ex-candidato às presidenciais do Brasil pelo Partido Verde (PV) e um dos fundadores desta formação política Alfredo Sirkis morreu na sexta-feira, aos 69 anos, vítima de um acidente rodoviário no Rio de Janeiro.

Segundo indicou a Polícia Rodoviária à imprensa local, Sirkis conduzia um automóvel quando este saiu da estrada e embateu num poste, capotando de seguida.

A Polícia Civil fez uma perícia no local para determinar as causas do acidente.

A vida de Sirkis, pioneiro na militância ambiental

Sirkis nasceu no Rio de Janeiro em 1950, filho de imigrantes judeus polacos.

Segundo o jornal O Globo, na sua juventude integrou grupos de guerrilha urbana contra a ditadura militar e participou em sequestros de diplomatas em troca da liberdade de presos políticos.

Em 1971, exilou-se no Chile, Argentina e Portugal, tendo regressado ao Brasil em 1979, com a Lei da Amnistia.

Alfredo Sirkis foi um dos pioneiros na militância ambiental no país sul-americano e um dos fundadores do Partido Verde no Brasil, em 1986, formação política através da qual concorreu às eleições presidenciais em 1998.

Foi também deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) do Rio de Janeiro entre 2011 e 2015, além de ter sido um dos coordenadores das campanhas da candidata Marina Silva para a Presidência da República em 2010 e 2014.

Em maio de 2019, Sirkis foi exonerado pelo atual Presidente, Jair Bolsonaro, do cargo de coordenador do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, segundo O Globo.

O percurso na literatura e jornalismo

A carreira Alfredo Sirkis passou também pela literatura e pelo jornalismo.

Na rede social Twitter, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lamentou a morte do ativista climático.

"Pessoal, Alfredo Sirkis era um militante apaixonado por todas as causas que abraçava. Como secretário de Urbanismo e de Meio Ambiente da nossa cidade, sempre trabalhou por um Rio de Janeiro mais humano e solidário", escreveu Crivella numa primeira mensagem.

"A sua luta mais recente era contra as mudanças climáticas que tanto ameaçam o nosso planeta. Tinha ainda muito a contribuir com a sua experiência e dedicação. Neste momento de grande dor, peço a Deus que conforte sua família, amigos e admiradores", concluiu.