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Galiza e País Basco elegem hoje parlamentos regionais

Eleitores aguardam o acesso às urnas, em Durango, no País Basco, de acordo com as medidas de segurança impostas pelas autoridades de Saúde.

Alvaro Barrientos

VOX, partido de extrema direita, pode chegar ao parlamento regional.

As regiões espanholas da Galiza e do País Basco elegem hoje os respetivos parlamentos regionais, que deverão confirmar as maiorias atuais, respetivamente do Partido Popular (PP, direita) e Partido Nacionalista Basco (PNV, centro-direita).

Galiza

As últimas sondagens publicadas indicavam que o presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, do PP, deverá obter a sua quarta maioria absoluta consecutiva, com cerca de 48% dos votos e eleger 42 dos 75 deputados no parlamento regional (nas eleições de 2016 obteve 47,6% e 41 lugares).

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), com cerca de 20% e 15 deputados regionais, deverá recuperar a segunda posição, à custa da queda do Podemos (extrema-esquerda), que deverá passar dos atuais 14 para três deputados regionais.

O Bloco Nacionalista Galego (BNG) que há quatro anos parecia ter tendência para desaparecer, numa altura em que o Podemos estava no seu auge, volta agora a subir, dos atuais seis deputados para uma posição próxima do PSOE, enquanto o Cidadãos (direita liberal) e o Vox (extrema-direita) vão continuar a ter uma expressão mínima nesta comunidade autónoma espanhola que faz fronteira com o norte de Portugal.

País Basco

No País Basco (norte de Espanha), o atual lendakari (presidente do Governo regional basco) desde 2012, Iñigo Urkullu, deverá conseguir manter a liderança do PNV.

No entanto, mais uma vez, não deverá obter a maioria absoluta, podendo reeditar a atual coligação com o PSOE ou preferir o EH Bildu (coligação de vários partidos regionais de esquerda).

PNV e PSOE governam a comunidade autónoma com uma coligação minoritária (menos da metade dos 75 deputados parlamentares) que agora poderia passar a maioritária.

De acordo com as sondagens, o PNV deverá aumentar os seus deputados regionais, dos atuais 28 (37,6% nas eleições de 2016) para cerca de 32 num total de 75, seguido do EH Bildu, com uma tendência de ligeira descida dos atuais 28 (21,3%), do PSOE, que deverá subir dos atuais nove membros (11,9%) para 11 e do Podemos, que desce de 11 (14,9) para cerca de oito.

PP e Cidadãos apresentam-se coligados nas eleições bascas e os estudos de opinião dão-lhes cerca de seis deputados, uma diminuição em relação aos nove (10,1%) que os populares tiveram em 2016.

Eleições adiadas devido à Covid-19

As eleições nas duas comunidades autónomas tinham sido inicialmente marcadas para 5 de abril, mas foram adiadas devido à pandemia de covid-19.

Os últimos dias da campanha eleitoral foram marcados por pressões da oposição nas duas regiões para que fossem adotadas medidas para assegurar que as eleições decorram com garantias sanitárias, numa altura em que sobe o número de surtos provocados pela pandemia.

Várias queixas apresentadas por pequenos partidos nacionalistas e de esquerda levaram mesmo a Junta Eleitoral Central a considerar que as medidas extraordinárias adotadas pelas autoridades sanitárias para controlar os surtos de coronavírus em A Mariña (Lugo, Galiza) e Ordizia (Gipuzkoa, País Basco) são suficientes para garantir o direito ao voto no domingo.

A Galiza está situada no noroeste da Península Ibérica, a norte de Portugal e tem cerca de 2,7 milhões de habitantes e um território que corresponde a cerca de um terço do de Portugal.

No norte da Península Ibérica, o País Basco, com perto de 2,2 milhões de habitantes e um território que é quase 13 vezes mais pequeno do que o português, é outra das 17 comunidades em que a Espanha está dividida.

Esta comunidade faz parte da região historicamente denominada País Basco, que inclui outra comunidade autónoma em Espanha, Navarra, e a região adjacente em França, que os nacionalistas bascos consideram como território cultural e linguístico do povo basco.