Mundo

Três deputados e um diplomata dos EUA proibidos de entrar na China

Porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hua Chunying.

Jason Lee

Figuras políticas norte-americanas críticas do Partido Comunista Chinês.

A China baniu a entrada no país de três parlamentares norte-americanos e um alto responsável do Departamento de Estado, em retaliação pelas sanções de Washington contra funcionários chineses envolvidos em violações dos direitos humanos em Xinjiang.

A medida, anunciada hoje pela porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hua Chunying, abrange os senadores Marco Rubio e Ted Cruz e o deputado da Câmara dos Representantes Chris Smith.

Foi ainda banido o responsável do Departamento de Estado pela liberdade religiosa, Sam Browback, que tem o título de embaixador, especificou Hua. Trata-se de algumas das figuras políticas norte-americanas mais críticas do Partido Comunista Chinês.

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que recusariam vistos a três altos responsáveis chineses da região de Xinjiang, onde se estima que cerca de um milhão de membros da minoria étnica chinesa de origem muçulmana uigur são mantidos em campos de doutrinação política.

Hua Chunying disse que as ações dos EUA "danificaram seriamente as relações" entre os dois países e que a China está determinada a defender a sua soberania contra o que considera uma interferência nos seus assuntos internos.

"A China responderá de acordo com o desenvolvimento da situação", disse Hua.

Não há indicação de que qualquer um dos quatro tivesse planos de visitar a China.

Nas sanções de Washington está incluído Chen Quanguo, secretário do Partido Comunista Chinês em Xinjiang, e considerado o arquiteto das políticas repressivas que transformaram a região num Estado policial nos últimos anos.