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Putin reforça poder militar da Rússia com seis novos navios de guerra

O Presidente russo, Vladimir Putin

ALEXEI DRUZHININ / SPUTNIK / KREMLIN POOL

Novos navios estarão equipados com sistemas avançados de armas, controlo e comunicação.

O Presidente russo, Vladimir Putin, reforçou hoje o poderio militar do seu país, com seis novos navios de guerra, em três estaleiros, um deles na península da Crimeia, anexada à Ucrânia.

"Seis novos navios foram hoje disponibilizados em simultâneo, nos três principais estaleiros russos", anunciou hoje Putin, durante uma teleconferência, em que se referiu a este momento como um "passo importante e significativo no desenvolvimento da marinha russa".

O Presidente revelou que os novos navios estarão equipados com "sistemas avançados de armas, controlo e comunicação e fortalecerão consideravelmente o potencial militar da marinha russa, aumentando o seu potencial estratégico".

Presidente russo promete dar apoio às fábricas de armas da Crimeia

Trata-se de dois navios de desembarque, construídos nos estaleiros Kerch, na Crimeia; duas fragatas construídas na fábrica Sévernaya Verf, em São Petersburgo; e dois submarinos atómicos na empresa Sevmash, localizada em Severodvinsk, uma cidade portuária nas margens do mar Branco.

"Nos últimos oito anos, a frota recebeu mais de 200 navios e embarcações de vários tipos. Precisamos de cumprir consistentemente o programa estatal de armamento, para que, até 2027, mais de 70% dos navios da marinha russa sejam novos", explicou Putin.

O Presidente russo reconheceu que este é um enorme esforço para os fabricantes de navios, dizendo ser necessário "aproveitar ao máximo o seu potencial científico".

Putin prometeu, em particular, dar apoio às fábricas de armas da Crimeia, observando que, quando o Estado investe fundos numa empresa privada, espera receber em troca parte das ações dessa empresa, para evitar "presentes do Governo para mãos privadas".

A Rússia está a recuperar lentamente da pandemia de Covid-19, que interrompeu os arrojados planos económicos de Putin, forçando-o a adiar por seis anos os objetivos do seu importante plano de investimento, dotado de cerca de 300 mil milhões de euros, com os quais espera apoiar o crescimento e desenvolvimento do país.

O ambicioso projeto, anunciado pelo chefe do Kremlin dois dias antes de ser reeleito para um quarto mandato, em março de 2018, procura, nas suas próprias palavras, colocar a Rússia "entre as cinco maiores economias do mundo".

No entanto, a pandemia obrigou o Presidente russo a reconsiderar a situação e a interromper a maior parte das iniciativas, com exceção do programa militar.

O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, propôs adiar os objetivos dos projetos nacionais de 2024 para 2030, com base nas restrições orçamentais sob as quais a Rússia terá que operar devido à pandemia.

Rússia regista o menor número de mortes por Covid-19

A Rússia registou hoje menos de 6.000 casos diários de Covid-19, pela primeira vez desde o final de abril no quarto país do mundo com maior número de contaminações.

Segundo as estatísticas oficiais, 5.940 casos de Covid-19 foram detetados nas últimas 24 horas na Rússia, onde desde o início de julho o número de casos quotidianos foi sempre superior a 6.000.

O país registou também 86 mortes nas últimas 24 horas, o menor número desde o início de maio.

No total, o país regista oficialmente 777.486 casos de contaminações e 12.427 mortes, sendo o quarto país mais afetado do mundo depois de Estados Unidos, Brasil e Índia.