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Pantanal brasileiro regista maior número de incêndios desde 1998

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Registados mais de 1.600 focos de incêndios só no mês de julho.

O Pantanal brasileiro, um dos principais santuários de biodiversidade do mundo, registou em julho o maior número de incêndios desde 1998, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Dados captados por satélites do INPE, que monitoriza os biomas brasileiros, detetaram 1.669 focos de incêndio no Pantanal em julho, mais do que o triplo dos 494 focos detetados no mesmo período de 2019.

Este foi o pior mês no que se refere a queimadas no Pantanal desde que as medições começaram, em 1998. O aumento das queimadas levou o Governo a mobilizar as Forças Armadas para controlar os fogos naquela região.

Nos primeiros sete meses de 2020, o total de focos de incêndio detetados pelos satélites do INPE no Pantanal brasileiro foi de 4.203, um aumento de 201% face ao mesmo período de 2019.

Considerada a maior zona húmida do planeta, o Pantanal é uma planície que tem 80% de sua área inundada na estação chuvosa e é considerado um santuário onde ainda se encontra preservada grande parte de sua fauna extremamente rica.

Cerca de 20% do bioma situa-se na região norte do Paraguai e 18% na Bolívia.A norte do Pantanal, a Amazónia brasileira teve o seu pior mês de julho desde 2017, registando 6.091 focos de incêndio segundo dados do mesmo INPE.

A estação seca na Amazónia começou em junho e os especialistas temem que o mês de agosto seja particularmente devastador, embora o Governo brasileiro tenha proibido as queimadas agrícolas por quatro meses.

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