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Netanyahu avisa Hezbollah que tudo fará para se defender

Tanques israelitas na fronteira com a Síria, nos Montes Golã.

ATEF SAFADI / EPA

Tensão aumenta após ataque israelita a bases sírias.

O primeiro-ministro israelita alertou hoje o movimento libanês Hezbollah contra qualquer operação visando Israel, um dia após um ataque na Síria que o Estado hebreu disse ter realizado em resposta a "tentativas" de colocar bombas na sua fronteira.

"Atingimos uma célula e agora atingimos os responsáveis", afirmou Benjamin Netanyahu, aludindo a um grupo de quatro homens que o exército diz ter matado no domingo quando "tentavam" colocar bombas na fronteira com a Síria e ao ataque aéreo de represália no dia seguinte.

"Faremos o que for necessário para nos defendermos. Sugiro a todos eles, incluindo o Hezbollah, que tenham isto em conta", declarou Netanyahu durante uma visita a uma base militar no centro do país.

Israel, que afirma enfrentar ameaças dos vizinhos Síria e Líbano, realizou diversos ataques desde o início em 2011 da guerra civil síria, na qual o regime é apoiado pelo Hezbollah e pelo Irão, aliados e inimigos do Estado hebreu.

Nos últimos meses, ataques atribuídos a Israel multiplicaram-se na Síria e, embora o exército israelita não confirme ou desminta, responsáveis militares israelitas evocaram uma "segunda frente" do Hezbollah nos Golã sírios.

O exército destacou em julho reforços para a sua fronteira norte, na encruzilhada do Líbano e da Síria, alegando ter "aumentado o seu nível de preparação contra diversas ações potenciais do inimigo".

Na segunda-feira à noite, Israel reivindicou ataques aéreos contra o exército sírio "em represália" a "tentativas" de colocar bombas artesanais ao longo da sua fronteira com a Síria.

"As forças armadas israelitas responsabilizam o governo sírio por todas as atividades no solo sírio e continuarão a agir com determinação contra qualquer violação da soberania israelita", indicou o exército após aqueles ataques.

Na véspera indicou ter matado quatro "terroristas" que estariam a colocar explosivos perto de uma barreira de segurança ao longo da parte dos montes Golã sírios ocupada e anexada por Israel.