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UE lamenta vítimas das explosões em Beirute e diz-se pronta para ajudar o Líbano

WADEL HAMZEH

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

A União Europeia (UE) lamentou hoje as fortes explosões de terça-feira no porto de Beirute, que causaram pelo menos 100 mortos e 4.000 feridos, e declarou-se pronta a ajudar o país.

"A União Europeia expressa a sua total solidariedade e apoio às famílias das vítimas, à população e às autoridades libanesas na sequência das violentas explosões que afetaram Beirute", disse o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, na sua conta da rede social Twitter.


O Comissário Europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, adiantou que Bruxelas está já em contacto com Beirute para enviar a ajuda necessária após as explosões.


"O nosso Centro de Coordenação de Resposta de Emergência está em contacto com as autoridades de proteção civil no Líbano", acrescentou o comissário.


Por seu lado, o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel disse também no Twitter que os seus pensamentos estão com o povo do Líbano e as famílias das vítimas da trágica explosão.


"A UE está preparada para fornecer assistência e apoio", reiterou Michel.


Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando mais de uma centena de mortos e mais de 4.000 feridos, segundo o último balanço feito pela Cruz Vermelha.

O Governo português indicou na terça-feira não ter indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas.


O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

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