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Mais de cem funcionários da petrolífera estatal venezuelana acusados de corrupção

Ivan Alvarado

Entre os acusados estão 28 funcionários de altos cargos.

Mais de uma centena de funcionários e altos quadros da empresa estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) foram acusados de corrupção, desde 2017, anunciou sexta-feira o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab.

"Descobrimos 21 esquemas de corrupção na indústria petrolífera, pelos quais 103 funcionários da PDVSA e subsidiárias foram acusados, entre eles 28 altos quadros. No total, por crimes de corrupção, foram feitas 10.299 denúncias e 3.028 acusações para um total de 1.741 condenados", disse.

Designado pela Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime) Tarek William Saab falava em Caracas, durante uma conferência de imprensa, na sede do Ministério Público, durante a qual fez um balanço dos três anos que dirige o Ministério Público (MP) venezuelano.

Por outro lado, precisou que "173 funcionários" do MP foram "processados por ações irregulares e pela prática de crimes no exercício de suas funções".

"Nestes 3 anos, foram admitidos 1.203.255 casos e apurados 769.747.

Realizaram-se 2.337.321 atuações e apresentados 527.231 atos conclusivos", explicou precisando que 56.735 pessoas foram condenadas por diversos delitos.

Segundo Tarek William Saab 450 pessoas foram detidas por violação dos direitos humanos e outras 140 foram condenadas pelos delitos de homicídio, tortura, tratos cruéis inumanos ou degradadores, privação ilegítima de liberdade e violação de domicílio.

Por outro lado, 11.036 pessoas foram acusadas de violência contra as mulheres, das quais 1.778 foram condenadas a prisão.Desde 2017 o MP acusou ainda 1.546 pessoas pelo delito de sequestro, com 337 sentenças de condenação.