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Maioria dos espanhóis prefere a monarquia. Mas é nos jovens que o sentimento anti-monárquico é mais forte

Enrique Calvo

As conclusões são de um inquérito realizado pela NC Report para o jornal La Razón.

A maioria dos espanhóis inquiridos ainda prefere a monarquia a uma república, mas entre os jovens o sentimento anti-monárquico tem mais força.

As conclusões são de um inquérito realizado por uma agência espanhola, já depois de conhecido o exílio de Juan Carlos.

Segundo os resultados deste inquérito, os espanhóis aprovam de forma esmagadora a decisão do rei emérito de ir viver para fora de Espanha e mantêm o apoio à coroa espanhola. Mais de 71% dos participantes no inquérito consideram "bem ou muito bem" a saída do rei emérito de Espanha.

Apesar dos escândalos ligados à família real, 54,8% dos inquiridos prefere a monarquia, contra 38,5% que diz preferir a república. Ainda assim, na faixa etária até aos 34 anos, o apoio à monarquia cai para os 27%.

A maioria dos inquiridos, 78,3%, considera que Filipe VI tem tido boas atitudes perante o pai. Ou seja, quase oito em cada dez entrevistados acreditam que Felipe VI agiu bem com Juan Carlos.

Em relação ao reinado de Filipe IV, 65,6% avalia como positivo e 28,3% como negativo.

Republicanos nas ruas pelo fim da monarquia

Numa outra sondagem divulgada pelo El Mundo, no sábado, mais de 60% dos espanhóis critica a decisão de Juan Carlos de sair de Espanha e mais de 80% considera que deve responder perante a justiça.

Este domingo, nas ruas de Madrid, os republicados pediram o fim de uma monarquia que, para eles, aos poucos, começa a dar sinal de cansaço e a mostrar-se sem capacidade de dar uma resposta eficaz aos escândalos que se acumulam.

Há três portugueses apontados como peças-chave numa eventual mudança de Juan Carlos para Portugal

Juan Carlos estará neste momento nos Emirados Árabes Unidos e poderá mudar-se para Portugal no final do verão, segundo o jornal espanhol El Mundo.

Marcelo Rebelo de Sousa garante que não está envolvido em qualquer plano para instalar o rei emérito de Espanha em Portugal. Mas a imprensa espanhola assegura que sim, mas o Presidente diz que é uma tese absurda e pouco inteligente.

"Presidente nunca se poderia envolver. (...) Suscitaria problemas entre os países. (...) A última pessoa que podia intervir era o Presidente da República", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O El Mundo chama-lhe Operação Cascais. Uma operação que estaria a ser preparada no sentido de colocar Juan Carlos perto de Espanha caso tivesse de ir a Madrid responder perante a justiça. Haveria três pessoas em causa, ou seja três peças-chave decisivas, o velho amigo, João Manuel Brito e Cunha, a mulher socialite, Lili Caneças e o Presidente da República.

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