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Médica portuguesa em Beirute: "Há um monopólio horrível para adquirir material de saúde" 

Andreia Santos Castro é uma médica voluntária que está em Beirute para ajudar a população.  

“A situação é muito instável. Os médicos de Beirute estão completamente exaustos”

A médica portuguesa chegou a Beirute, capital do Líbano, no sábado, quatro dias depois da enorme explosão que devastou o porto e alguns bairros de Beirute e que provocou 171 mortos e mais de 6.000 feridos.

À SIC Notícias, falou sobre os principais obstáculos com que se tem cruzado ao longo dos últimos dias e contou que ambiente se vive na cidade.

Material de saúde "é extremamente caro"

"As coisas são extremamente caras. Posso dizer que hoje gastei cerca de mil euros. Destes mil euros, eu só consegui comprar 85 máscaras especializadas para profissionais de saúde de primeira linha que estão no combate à Covid-19 e 40 litros de desinfetante. Há um monopólio dos fornecedores deste tipo de material", disse Andreia Santos Castro.

Pelo menos 42 feridos em confrontos entre polícia e manifestantes em Beirute

Pelo menos 42 pessoas ficaram feridas esta terça-feira em confrontos entre manifestantes e a polícia do Líbano, pelo quarto dia consecutivo, nas proximidades do parlamento em Beirute, indicou a Cruz Vermelha libanesa.

A organização adiantou que 10 dos feridos tiveram de ser transportados para os hospitais, tendo os restantes sido tratados no local.

Os confrontos ocorreram depois de uma concentração frente ao porto da capital libanesa, onde ocorreu a devastadora explosão de 2.750 toneladas de nitrato de amónio no dia 4, que causou 171 mortos e mais de 6.000 feridos, e de uma marcha com velas pelo centro de Beirute.

Alguns manifestantes atiraram pedras aos polícias que protegiam o parlamento e que responderam com gás lacrimogéneo e com disparos de balas de borracha.