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EUA saúdam condenação de alegado membro do Hezbollah pelo assassinato de Hariri

Rafic Hariri, antigo primeiro-ministro do Líbano.

STR

"A condenação de Ayyash ajuda a confirmar que o mundo reconhece, cada vez mais, que o Hezbollah e os seus membros não são defensores do Líbano, tal como afirmam".

Os Estados Unidos saudaram esta terça-feira a condenação de um alegado membro do movimento xiita libanês Hezbollah, Salim Ayyash, pelo assassinato do antigo primeiro-ministro Rafic Hariri.

"A condenação de Ayyash ajuda a confirmar que o mundo reconhece, cada vez mais, que o Hezbollah e os seus membros não são defensores do Líbano, tal como afirmam", referiu, em comunicado, o chefe da diplomacia norte-americano.

Para Mike Pompeo o Hezbollah é uma "organização terrorista cujo objetivo é promover os nefastos projetos" do Irão.

O Tribunal Especial para o Líbano (TEL) anunciou hoje o veredito dos seis anos do julgamento do atentado que, em fevereiro de 2005, vitimou Hariri, ao considerar culpado Salim Ayyah, um dos quatro acusados, todos supostos membros do grupo xiita libanês Hezbollah.

O coletivo do Tribunal, com sede em Leidschendam, perto de Haia, nos Países Baixos, não pronunciou a sentença de Salim Ayyash, deixando-a para mais tarde -- não indicou quando -, mas o condenado arrisca a pena de prisão perpétua se, um dia, comparecer na justiça.

O Hezbollah, que rejeita qualquer envolvimento, recusou entregar os suspeitos, apesar dos vários mandados de captura emitidos pelo Tribunal Especial para o Líbano.

Rafic Hariri, primeiro-ministro até à sua demissão, em outubro de 2004, foi assassinado em fevereiro de 2005, quando um camião armadilhado atingiu o veículo blindado em que seguia numa estrada costeira de Beirute.

No atentado, morreram também 21 outras pessoas, enquanto 226 ficaram feridas.

Os quatro acusados, todos presumíveis membros do movimento xiita Hezbollah, foram julgados à revelia.

Ayyash foi considerado culpado por corresponsabilização de um "ataque terrorista com material explosivo", bem como por "homicídio voluntário" de Hariri e das restantes 21 pessoas que também morreram no atentado.

O TEL absolveu os restantes três acusados da responsabilidade de "conspiração" na preparação do ataque terrorista de fevereiro de 2005, uma vez que não foi provado que sabiam da intenção de assassinar o antigo primeiro-ministro libanês.