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Microsoft lança ferramenta para detetar fotografias e vídeos falsos 

Carlo Allegri

Objetivo é conter campanhas influenciadoras.

A Microsoft lançou uma nova ferramenta para detetar e evitar a criação de "deepfakes", as montagens de vídeo ou fotos que manipulam a verdade, fenómeno que está a gerar particular preocupação com a aproximação das eleições presidenciais nos Estados Unidos da América.

As montagens consistem, por exemplo, em colar a cabeça de uma pessoa no corpo de outra em vídeos ou fotografias, ou fazer uma pessoa dizer coisas que na verdade não disse.

O anúncio da nova ferramenta foi feito na segunda-feira pela gigante tecnológica, que adiantou que se trata de um autenticador de vídeo que deteta se as imagens foram manipuladas com tecnologias de inteligência artificial.

Com este programa, a Microsoft pretende evitar que seja difundido conteúdo falso, nomeadamente através de campanhas influenciadoras criadas dentro e fora dos Estados Unidos da América, que procuram semear divisão e manipular os eleitores.

Em 2016, as presidenciais norte-americanas e o referendo sobre o Brexit no Reino Unido ficaram marcados por operações deste género, organizadas a partir da Rússia.

De acordo com um estudo realizado na Universidade de Princeton e financiado pela Microsoft, uma centena de campanhas visaram 30 países entre 2013 e 2019, sendo que 93% destas envolveram a criação de conteúdos criados do zero e 74% distorceram factos.

Podemos acreditar em tudo o que vemos?

O “Polígrafo SIC” explica o que são as chamadas "deepfakes".