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O apelo de Trump ao Irão sobre um jovem lutador condenado à morte

Kevin Lamarque

"Apreciaria verdadeiramente que poupassem a vida deste jovem".

O Presidente norte-americano Donald Trump apelou na quinta-feira aos dirigentes iranianos para que não executem um jovem condenado à morte pelo Irão, acusado de assassínio de um funcionário durante os "motins" de 2018.

Segundo a agência oficial da autoridade judiciária iraniana, Mizan Online, Navid Afkari, apresentado como um jovem lutador, foi considerado culpado de "homicídio voluntário" de um funcionário da empresa pública de água em Chiraz, no sul, apunhalado a 2 de agosto de 2018.

Como várias outras cidades do Irão, Chiraz teve naquele dia manifestações de hostilidade ao poder e de denúncia da situação económica e social do país.

"Soube que o Irão se prepara para executar uma grande estrela da luta, Navid Afkari, de 27 anos, que apenas participou em uma manifestação antigovernamental", reagiu Trump na rede social Twitter.

"À atenção dos dirigentes iranianos. Apreciaria verdadeiramente que poupassem a vida deste jovem e que não o executassem. Obrigado!", acrescentou.

Os apoios ao acusado também floresceram nas redes sociais, com o slogan central "Não executem o nosso Navid", especialmente depois da publicação de informações no estrangeiro afirmando que Afkari tinha sido condenado com base numa confissão obtida sob tortura.

Com pelo menos 251 execuções em 2019, o Irão é, depois da China, o país que mais recorre à pena capital, segundo o último relatório mundial sobre a pena de morte publicado pela Amnistia Internacional.

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