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Bolsonaro diz que queria rosto do português Pedro Álvares Cabral nas notas de real

Jair Bolsonaro

Adriano Machado

Presidente brasileiro disse que gostava de iniciar uma nova família de cédulas de real.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse na quinta-feira que gostaria de iniciar uma nova família de cédulas de real - moeda oficial do Brasil -, com o rosto de personalidades, como dos portugueses Pedro Álvares Cabral ou D.Pedro.

A preferência de Bolsonaro pelo navegador português Pedro Álvares Cabral, a quem lhe é atribuída a descoberta do Brasil, e de D.Pedro, primeiro Imperador do Brasil, também conhecido como Rei Pedro IV de Portugal, foi declarada na transmissão que o Presidente realiza semanalmente na rede social Facebook, ao comentar a nova nota de 200 reais que o Banco Central lançou esta semana.

"Alguns criticaram o lobo-guará [animal que figura na nova nota de 200 reais]. Essa cédula leva um ano para ser preparada, e ela já estava preparada. Logicamente, se tivéssemos mais tempo, começaríamos uma nova família de cédulas, como no meu tempo de garoto. Personalidades, como Pedro Álvares Cabral, D.Pedro e tantos outros que fizeram história no Brasil", afirmou Bolsonaro.

Ao longo da transmissão no Facebook, que durou cerca de 25 minutos, o chefe de Estado abordou ainda outros assuntos, como a pandemia da covid-19, que já fez do Brasil o segundo país do mundo com maior número de casos (mais de quatro milhões) e de mortes (quase 125 mil).

Bolsonaro, que tem sido criticado por gerar aglomerações entre os seus apoiantes, diz que o faz para "dar o exemplo".

"Eu comecei a andar no meio do povo. Tenho de dar o exemplo, ao contrário do que a imprensa me critica. 'Está no meio do povo, sem máscara'. Eu sou um general e, como general, tenho de estar no meio do povo, dos soldados", argumentou o mandatário. "Eu sempre falei que essa medida de 'fique em casa' para achatar a curva [de contágio] não quer dizer que a pessoa não vá pegar [a covid-19]. O objetivo era que [os cidadãos brasileiros] pegassem mais tarde, para que os hospitais se aparelhassem com camas, unidades de cuidados intensivos e ventiladores", acrescentou.

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