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Suspeito de ataque à sede do Porta dos Fundos no Brasil foi detido na Rússia

Sede do grupo humorista foi alvo de ataque após a exibição de um especial de Natal na plataforma Netflix.

O suspeito de participar no ataque à produtora do grupo humorístico brasileiro Porta dos Fundos, Eduardo Fauzi, foi detido pela Interpol em Moscovo, na Rússia, noticiou hoje o jornal O Globo.

O ministério da Justiça brasileiro já foi avisado sobre a detenção e começou os trâmites para a extradição de Fauzi para o Brasil, que já tinha um mandado de prisão expedido contra si, acrescentou o Globo.

Grupo lançou especial de natal que representava Jesus como jovem homossexual

Em 3 de dezembro do ano passado, a produtora do grupo humorístico Porta dos Fundos lançou um especial de Natal na plataforma Netflix, com o título "A primeira tentação de Cristo", na qual Jesus é representado como um jovem que terá tido uma experiência homossexual e também insinua que o casal bíblico Maria e José viveram um triângulo amoroso com Deus.

A sátira de 46 minutos, protagonizada pelos humoristas brasileiros Gregorio Duvivier e Fábio Porchat, não agradou a grupos religiosos, que criticaram a temática.

Posteriormente, na madrugada de 24 de dezembro, véspera de Natal, a sede da Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro, foi alvo de um atentado que não provocou vítimas.

Eduardo Fauzi Richard Cerquise foi identificado pela Polícia Civil como um dos cinco homens que atiraram coquetéis molotov contra o edifício.

Contudo, o suspeito saiu do Brasil na tarde de 29 de dezembro e embarcou para a Rússia, onde permaneceu com a família, que já vivia naquele país. O mandado de prisão contra ele foi expedido no dia seguinte.

Defesa do suspeito chegou a pedir asilo político

Durante o período em que viveu na Rússia, Fauzi alegou que estava no país com visto de turista e que vivia com a ajuda da mãe do seu filho e com contribuições feitas por amigos. A sua defesa chegou a pedir asilo político, segundo o Globo.

Em comunicado enviado à rede Globo, os advogados de Fauzi informaram que acompanham "os trâmites do procedimento" e negam que o suspeito tenha sido preso.

Segundo a defesa, foi realizada uma "apreensão" pelas autoridades russas, para verificar a situação do seu cliente.