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Polícia britânica renova recompensa para encontrar homicidas de português em Londres

Wilson Varela foi morto em Londres há um ano.

A polícia britânica renovou a oferta de uma recompensa de 10 mil libras (11 mil euros) por informação que ajude a investigação sobre o homicídio do português Wilson Varela em Londres há um ano.

"Este foi um homicídio sem sentido e que destruiu a vida da família e da companheira de Wilson. Um ano depois, eles ainda procuram respostas. A dor ainda está lá", disse o detetive inspetor-chefe Simon Stancombe, que faz parte do departamento da Polícia Metropolitana de Londres dedicada ao crime organizado.

Wilson Alexandre Garcia Varela tinha na altura 24 anos e vivia em Forest Gate, no este da cidade, mas foi morto no bairro de Camden Town, vítima de tiros de caçadeira por pessoas numa mota.

A polícia foi alertada para o incidente no dia 08 de setembro e encontrou o português ferido, o qual foi declarado morto no local pouco depois, às 00:10 do dia seguinte.

Dois homens, de 22 e 21 anos, foram detidos em outubro de 2019 por suspeita de homicídio, mas foram soltos e continuam sob investigação.

As autoridades acreditam que o crime tenha resultado de uma troca de identidade e que existem residentes locais que poderão ter informação relevante para encontrar os responsáveis.

"Wilson era um jovem com um futuro brilhante pela frente, mas este foi-lhe tirado brutalmente. Como é que alguém pode proteger pessoas capazes de tal crueldade", questionou Stancombe.

As potenciais testemunhas podem dar informação de forma anónima à associação Crimestoppers por telefone ou através da Internet.

Wilson Varela nasceu em Portugal, mas vivia no Reino Unido desde os 13 anos.

A namorada, Julie Krasevec, disse na altura ao Camden New Journal que ele tencionava fazer estudos em música e gostava de praticar 'skate', tendo um mural de homenagem em grafite, que foi feito no parque de Mile End.

  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira