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Inventor dinamarquês admite pela primeira vez ter matado jornalista sueca

Ritzau Scanpix Denmark

Peter Madsen foi condenado a prisão perpétua pelo assassínio da jornalista sueca Kim Wall no seu submarino privado.

O inventor dinamarquês Peter Madsen, condenado a prisão perpétua pelo assassínio da jornalista sueca Kim Wall no seu submarino privado, admitiu hoje pela primeira vez ser culpado, ao responder a uma questão colocada no âmbito de um documentário.

O inventor, de 49 anos, entrevistado por telefone, respondeu "sim" à pergunta do jornalista sobre se tinha matado a jornalistas, que o foi entrevistar em agosto de 2017.

"Só há um culpado e sou eu", afirmou.

Peter Madsen foi condenado, em abril de 2018, por torturar e assassinar a jornalista sueca e, apesar de ter recorrido da sentença, acabou por ver a pena de prisão perpétua confirmada pelo tribunal em setembro desse ano.

Madsen, engenheiro autodidata, foi considerado culpado do assassínio com premeditação de Kim Wall, de 30 anos, assim como de a ter mutilado sexualmente antes de ter desmembrado e decapitado o cadáver, que atirou ao mar.

O inventor alegou na altura que a jornalista morreu acidentalmente no submarino, mas confessou ter desmembrado o corpo e atirado as suas partes ao mar.

O Ministério Público tinha pedido prisão perpétua para o inventor por tortura, homicídio e profanação de cadáver da jornalista, citando pareceres psiquiátricos segundo os quais Madsen é um "perverso polimorfo" que apresenta um "risco elevado de reincidência".

Entre o desaparecimento de Kim Wall, a 10 de agosto de 2017, e o julgamento, Madsen apresentou três versões diferentes dos factos.

A autópsia revelou 14 lesões internas e externas na zona genital da vítima, infligidas quando ela ainda estava viva, que provam, segundo o procurador, o caráter sexual do crime.

As causas da morte não puderam ser certificadas, mas os pulmões de Kim Wall apresentavam sinais de "asfixia mecânica", por estrangulamento ou sufocação.

O caso, único nos anais judiciários da Dinamarca, teve cobertura mediática em todo o mundo e uma centena de jornalistas dinamarqueses e estrangeiros deslocou-se a Copenhaga para ouvir o veredicto.

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