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Comício do italiano Salvini interrompido depois de lhe terem atirado tomates

Remo Casilli

O comício era no âmbito das eleições regionais.

O líder do partido nacionalista Liga e ex-ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, teve de interromper um comício para as eleições regionais quando um grupo de pessoas lhe lançou tomates, enquanto o assobiava e vaiava.

"Quem atira tomates, insulta e ameaça, não protesta. É rude", disse Salvini ao deixar o palco, depois de o seu discurso ter sido árias interrompido por dezenas de manifestantes.

"Voltarei para me encontrar com os bons, que são a maioria das pessoas pacíficas, tranquilas e trabalhadoras desta cidade", acrescentou, agradecendo também o gesto de algumas mulheres que lhe entregaram um terço em substituição de um que foi partido por uma manifestante, há dois dias, num outro evento eleitoral.

Segundo a imprensa, a manifestante, uma mulher do Congo com cerca de 30 anos, saltou sobre Salvini na quarta-feira, ao chegar a um comício em Pontassieve, em Florença, e rasgou a camisa do candidato, arrancando-lhe o terço que tinha ao pescoço.

Os líderes dos três partidos de direita que apoiam Stefano Caldoro como presidente da região de Campânia - Antonio Tajani, da Força Itália, Giorgia Meloni, do Irmãos da Itália, e Salvini -- vão estar hoje juntos num comício agendado para a cidade de Vietri sul Mare, em Salerno.

Ex-ministro Salvini quer processar Governo italiano por aumento de desembarques de migrantes

O ex-ministro do Interior italiano e líder do partido de extrema-direita Liga Norte, Matteo Salvini, disse, em agosto, que vai processar o Governo por favorecer imigração clandestina, na sequência do aumento de desembarques de migrantes nos últimos meses.

Matteo Salvini tem utilizou, nas redes sociais, slogans como "discotecas fechadas e portos abertos", numa referência à recente decisão do Governo de encerrar bares e discotecas devido ao aumento do número de infetados, sobretudo de jovens, por Covid-19 em Itália.