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Justiça alemã confirma prisão perpétua para ex-enfermeiro que assassinou pacientes

Ralph Orlowski

Tribunal Federal de Recurso "rejeitou" o recurso do ex-enfermeiro de 43 anos.

A justiça alemã confirmou esta sexta-feira a sentença de prisão perpétua do ex-enfermeiro Niels Högel, que interpôs um recurso invocando "erros processuais", mais de um ano após o anúncio da pena pelo assassínio de 85 pacientes.

O Tribunal Federal de Recurso anunciou que não havia identificado qualquer erro processual e, consequentemente, "rejeitou" o recurso do ex-enfermeiro de 43 anos, segundo um comunicado do tribunal.

"A sentença é, portanto, executória", referiu a nota.

Niels Högel foi condenado por um tribunal da cidade de Oldenburg, no noroeste da Alemanha, em junho de 2019.

O ex-enfermeiro foi condenado à prisão perpétua com sentença de segurança, o que torna quase impossível qualquer libertação mesmo após 15 anos de prisão.

Um recurso de uma das partes civis, que contestou a absolvição de Högel declarada pelo tribunal de Oldenburg em 15 mortes por falta de provas suficientes, também foi rejeitado pelo tribunal federal.

Ex-enfermeiro matou 91 pessoas

Högel já havia sido condenado por seis assassínios, elevando o número oficial de mortos pelo ex-enfermeiro para 91.

Entre 2000 e 2005, Niels Högel causou paragens cardíacas em pacientes para dar a si mesmo um estatuto de herói nas suas tentativas, geralmente sem sucesso, de ressuscitá-los.

Högel primeiro matou pacientes num hospital em Oldenburg, cidade no noroeste da Alemanha, e depois na pequena cidade vizinha de Delmenhorst.

As vítimas, com idades entre 34 e 96 anos, foram escolhidas arbitrariamente. Afetado por um narcisismo grave, mas considerado responsável pelas suas ações, Högel procurava o reconhecimento dos seus colegas e superiores.

Högel chegou a pedir desculpas numa declaração no final do julgamento, que durou sete meses.

A verdadeira extensão dos seus crimes provavelmente nunca será conhecida, já que muitas supostas vítimas foram cremadas.

A polícia suspeita que Niels Högel tenha matado mais de 200 pacientes.

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