A investigadora portuguesa que faz parte da equipa do MIT que descobriu indícios de vida em Vénus diz que ainda não foi possível encontrar uma justificação para o gás Fosfina na atmosfera do planeta sem ser a existência de vida.
Numa entrevista à SIC Notícias, esta segunda-feira, Clara Sousa e Silva explica como é que a descoberta da molécula foi feita.
Possível sinal de vida na atmosfera de Vénus
É uma descoberta extraordinária e tem assinatura portuguesa. Uma equipa internacional de astrónomos anunciou esta segunda-feira que foi detetada uma molécula rara - a fosfina - na atmosfera de Vénus, indicadora da existência de vida.
Há décadas que os cientistas especulam sobre a possibilidade da existência de vida nas nuvens altas de Vénus. Um ambiente que, apesar da elevada acidez, tem uns agradáveis 30ºC que poderiam oferecer um lar aos micróbios, longe da superfície escaldante do planeta. A descoberta de fosfina pode apontar para essa vida extraterrestre "aérea".