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O barco que vai atravessar o Atlântico sem tripulação

Poderá ser a maior embarcação autónoma a alguma vez atravessar o Atlântico.

Tem o nome do navio que há 400 anos transportou os primeiros colonizadores britânicos para a América e os locais de partida e destino são os mesmos, mas este Mayflower tem um propósito diferente: atravessar o Atlântico sem tripulação para uma viagem de exploração marítima.

Com 15 metros de comprimento, o trimarã não transportará ninguém a bordo. Sem tripulação, capitão, camas ou mesas para refeições, será comandado por uma sofisticada inteligência artificial. A energia será fornecida pelo sol, vento e, em caso de alguma falha, por um gerador.

Durante a viagem deverá explorar regiões do oceano que até agora não estavam ao alcance dos humanos por serem demasiado perigosas. Transporta por isso instrumentos para recolher amostras da água, monitorizar a presença de microplásticos e ouvir baleias e golfinhos.

Uma série de tecnologias, como câmaras e radares, vão permitir que a embarcação “identifique” o mundo à sua volta e detete possíveis obstáculos.

Construída pela ONG ProMare em conjunto com a IBM, a embarcação será lançada na sua viagem inaugural na primavera de 2021. Partirá de Plymouth, em Inglaterra, com destino a Plymouth, no estado norte-americano do Massachusetts.

A viagem vai poder ser acompanhada pela internet e, caso seja bem-sucedida, o Mayflower tornar-se-á o maior barco autónomo a alguma vez atravessar o Atlântico. Os planos preveem ainda a construção de outras duas embarcações idênticas para trabalharem no Ártico.