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Greta Thunberg pode tornar-se na segunda mais nova Nobel da Paz da história

TT News Agency

Este já é o segundo ano consecutivo que a ativista sueca é candidata ao Nobel.

Greta Thunberg pode tornar-se na segunda mais nova Nobel da Paz da história e receber a distinção com apenas 17 anos, a mesma idade da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, a mais nova laureada até agora.

Este já é o segundo ano consecutivo que a ativista sueca é candidata ao Nobel. Este ano foi nomeada por três legisladores noruegueses e dois parlamentares suecos e surge como uma forte candidata, em plena pandemia.

As questões ambientais já valeram pelo menos dois Prémios Nobel: em 2004 o comité distingiu uma queniana pela campanha para plantar 30 milhões de árvores em África e três anos depois, em 2007, Al Gore e o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas recebiam a distinção maior, o prémio Nobel da Paz.

Na corrida estão mais de 300 candidatos, mas o prémio pode ser divido em três. O vencedor será anunciado a 9 de outubro em Oslo.

Nunca na história humana "uma pessoa com 16 anos conseguiu mobilizar tantas pessoas"

Greta Thunberg foi a vencedora da primeira edição do Prémio Gulbenkian para a Humanidade no valor de um milhão de euros.

O presidente do júri e ex-Presidente da República Jorge Sampaio salientou que a adolescente sueca "conseguiu mobilizar as gerações mais novas para a causa do clima".

A ativista sueca foi escolhida entre mais de 100 candidaturas e já anunciou que o dinheiro vai ser doado a pessoas e organizações que trabalham pela defesa do ambiente.

No valor de um milhão de euros, prémio será dedicado ao combate às alterações climáticas. Greta espera poder "fazer mais coisas boas pelo mundo"

O cientista Miguel Bastos Araújo, especialista em biogeografia e impacto das alterações climáticas na biodiversidade, que presidiu a um dos júris que decidiu a vencedora, afirmou aos jornalistas que a escolha de Greta Thunberg teve por trás três critérios: "mérito, impacto e inovação".

"Não se trata de concordar com todas as coisas que disse", afirmou, quando questionado sobre a dimensão polémica da ativista, atacada e desvalorizada por líderes mundiais como o norte-americano Donald Trump, salientando que o nome de Greta Thunberg foi "nomeado de forma independente por três entidades independentes e passou entre 136 candidatos".

Salientou que nunca na história humana "uma pessoa com 16 anos conseguiu mobilizar tantas pessoas", principalmente pelo seu uso inovador das redes sociais, que multiplicou pelo mundo inteiro o impacto do que "começou como um ato isolado", quando Greta Thunberg começou em 2018 a faltar às aulas para ir para junto do parlamento sueco exigir aos decisores políticos ações concretas para combater as alterações climáticas.

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