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Comissão Eleitoral invalida eleições parlamentares depois de protestos no Quirguistão

Vladimir Pirogov

Decisão foi tomada para "evitar tensões" no país, disse o chefe da Comissão, Nurzhan Shaildabekova.

A Comissão Eleitoral Central do Quirguistão declarou esta terça-feira inválidos os resultados das eleições parlamentares que ocorreram no fim de semana, depois dos grandes protestos que eclodiram na capital do Quirguistão, Bishkek, e em outras cidades.

A decisão foi tomada para "evitar tensões" no país, disse o chefe da Comissão, Nurzhan Shaildabekova, à agência de notícias Interfax. Pelo menos uma pessoa morreu e cerca de 600 ficaram feridas nos protestos pós-eleitorais que começaram segunda-feira na capital do Quirguistão, indicou esta terça-feira o Ministério da Saúde da ex-república soviética da Ásia Central.

Os manifestantes invadiram a sede do Governo, o parlamento, a autarquia de Bishkek e a Comissão de Segurança do Estado, de onde libertaram o antigo Presidente Aslambek Atambaiev e outros dirigentes partidários que estavam presos, acusados de vários crimes, noticiou a agência Interfax.

"Na noite passada, algumas forças políticas tentaram tomar o poder ilegalmente. Usaram as eleições parlamentares como pretexto para perturbar a ordem pública", disse o Presidente do Quirguistão, Sooranbay Jeenbekov, num comunicado divulgado.

O chefe de Estado acusou os manifestantes de não obedeceram às ordens da polícia e de causarem danos em edifícios públicos."Ordenei às forças de ordem que não abrissem fogo para não pôr em perigo a vida de nenhum cidadão", disse Jeenbekov, que sublinhou que a paz social é mais valiosa do que qualquer ata de um deputado.

O Presidente acrescentou que tinha proposto à Comissão Eleitoral Central (CEC) que investigasse minuciosamente eventuais irregularidades cometidas durante as eleições e, "se necessário, que anule os resultados".

"Apelo a todos os meus compatriotas para que preservem a paz e não deem ouvidos às forças provocadoras", concluiu.

Um total de 11 partidos políticos dos 16 que participaram nas eleições parlamentares de domingo convocaram protestos para exigir a anulação dos resultados, que não reconheceram e denunciaram como fraudulentos.

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