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Ex-enfermeiro que matou três pacientes condenado a prisão perpétua na Alemanha

Com um período de segurança de 15 anos, o que torna quase impossível uma libertação.

A justiça alemã condenou esta terça-feira a prisão perpétua um ex-enfermeiro domiciliário pelo homicídio de três doentes através da administração de sobredoses de insulina, processo que fez recordar o caso do antigo enfermeiro Niels Högel que matou dezenas de pacientes.

Grzegorz Stanislaw W., um cidadão polaco de 38 anos, foi condenado à mais grave pena prevista no código penal alemão, ou seja, prisão perpétua com um período de segurança de 15 anos, o que torna quase impossível uma libertação.

O homem, que prestou serviços de enfermagem ao domicílio em várias cidades na Alemanha entre abril de 2017 e fevereiro de 2018 até à sua detenção, foi igualmente considerado culpado por um tribunal de Munique por duas tentativas de homicídio e por lesões corporais graves em outros três casos.

O ex-enfermeiro, que se recusou a falar durante o julgamento, acabaria por pedir desculpas aos familiares das vítimas no final do processo, expressando um "profundo pesar".

"O que fiz foi muito brutal e continua a ser brutal", declarou Grzegorz Stanislaw W., que inicialmente foi acusado de sete presumíveis homicídios.

No final do julgamento, apenas foi possível estabelecer o seu envolvimento na morte de três pacientes.

O Ministério Público acusou este ex-enfermeiro de administrar sobredoses de insulina aos doentes, que pode ser letal, para depois roubá-los.

O próprio sofre de diabetes e, como tal, poderia obter insulina por prescrição médica.

Este ex-enfermeiro já tinha sido condenado a 10 anos de prisão na Polónia por fraude, tendo cumprido pena entre 2008 e 2014.

O julgamento de Grzegorz Stanislaw W. fez recordar o caso de Niels Högel, um antigo enfermeiro que sofria de um "distúrbio narcisista grave", segundo os psiquiatras, e que foi condenado igualmente, em junho de 2019, a prisão perpétua.

Högel administrava medicação para provocar ataques cardíacos nos seus doentes e os reanimar posteriormente, tendo sido responsável pela morte de pelo menos 85 pessoas internadas em duas unidades hospitalares onde trabalhava.