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Vice-primeira-ministra belga alvo de críticas da extrema-direita por ser transgénero

Petra De Sutter, vice-primeira-ministra belga

Danny Gys

"Estou orgulhosa de que na (Bélgica) e na maior parte (da União Europeia) a nossa identidade de género não nos defina como pessoa e não seja uma questão", escreveu na rede social Twitter, quando foi nomeada.

A recém-nomeada vice-primeira-ministra belga Petra De Sutter, a primeira pessoa transgénero a assumir funções governamentais na Bélgica e uma das primeiras figuras políticas assumidamente trans na Europa, está a ser alvo de duras críticas vindas da extrema-direita local.

O novo executivo belga foi empossado no sábado passado, incluindo Petra De Sutter, de 57 anos, médica e académica especializada em ginecologia e fertilidade que era eurodeputada pelos Verdes desde o ano passado.

"Estou orgulhosa de que na (Bélgica) e na maior parte (da União Europeia) a nossa identidade de género não nos defina como pessoa e não seja uma questão", escreveu na rede social Twitter, quando foi nomeada na sexta-feira.

"Espero que a minha nomeação como ministra e vice-primeira-ministra possa desencadear o debate em países onde isso ainda não acontece", referiu na mesma mensagem Petra De Sutter, que assume igualmente a pasta ministerial da Administração Pública.

No entanto, e poucos dias depois da tomada de posse, a recém-nomeada vice-primeira-ministra belga, oriunda da Flandres (região no norte da Bélgica), viu-se confrontada com duras críticas do partido flamengo de extrema-direita Vlaams Belang (Interesse Flamengo).

Bart Claes, elemento do partido Interesse Flamengo, defendeu hoje, numa mensagem publicada na rede social Facebook e citada pelas agências internacionais, que Petra De Sutter "quer destruir e substituir todas as pedras angulares da civilização ocidental".

Em defesa da nova vice-primeira-ministra belga, surgiu o deputado dos Verdes belgas, Bjorn Rzoska, denunciando uma tentativa de "desumanizar" Petra De Sutter.