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Agente que atingiu adolescente negro em centro comercial dos EUA não será acusado

Shannon Stapleton / Reuters

Justiça considerara que o tiro foi justificado.

O agente da polícia que atingiu um adolescente negro no exterior de um centro comercial de Milwaukee (EUA), em 02 de fevereiro, não vai ser acusado da sua morte, anunciaram na quarta-feira as autoridades locais.

Os procuradores do Estado de Wisconsin consideraram que foi justificado o tiro disparado pelo agente negro Joseph Mensah, chamado ao local devido a relatos de distúrbios no interior do centro comercial.

A vítima, Alvin Cole, de 17 anos, foi a terceira pessoa atingida mortalmente pelo agente Mensah nos últimos cinco anos, tendo o advogado do distrito de Milwaukee, John Chisholm, considerado que, tal como nos dois disparos anteriores, o tiro com arma de fogo foi justificado.

Num relatório de 14 páginas, Chisholm justifica a sua decisão explicando que “existem provas suficientes de que o agente Mensah tinha uma crença subjetiva real de que a força mortal era necessária e que essa crença era objetivamente razoável”.

Segundo a polícia, os seguranças do centro comercial expulsaram cerca de 10 pessoas no seguimento de uma rixa no interior das suas instalações e chamaram a polícia depois de uma testemunha indicar que um dos jovens envolvidos nos distúrbios tinha uma arma de fogo.

Quando os agentes chegaram ao local, Cole e os outros jovens puseram-se em fuga, tendo sido perseguidos a pé pela polícia, que diz que o jovem disparou uma arma antes de ser alvejado pelo agente.

O anúncio de que o agente que atingiu Alvin Cole não será acusado da sua morte aconteceu no mesmo dia em que o principal acusado da morte do afro-americano George Floyd, o ex-agente Derek Chauvin, saiu da prisão em liberdade condicional depois de pagar uma fiança de um milhão de dólares (cerca de 800 mil euros).

Também hoje, os registos policiais da investigação da morte de Breonna Taylor, baleada em sua casa pela polícia de Louisville no decorrer da execução de um mandado de busca, terem revelado contactos entre a técnica de emergência médica negra e um ex-namorado suspeito de tráfico de droga que levaram a polícia à sua habitação.