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Jihadista francês expulso da Turquia foi acusado em França de assassínio

Turquia expulsou-o do país na passada segunda-feira, tendo-o colocado sob custódia das autoridades francesas.

O jihadista francês Othman Garrido, de 26 anos, expulso da Turquia para França a 5 deste mês, foi esta sexta-feira acusado por assassínio, indicaram à agência noticiosa espanhola EFE fontes da Polícia Nacional Antiterrorista local.

Garrido, que segundo o diário Le Parisien utilizava o nome de Abu Salman al-Faransi, foi acusado também associação terrorista criminosa e por assassínio, em ligação com uma organização terrorista, cometido durante a estada na zona do conflito sírio-iraquiano.

O Le Parisien destaca no seu portal que o jovem abandonou França em finais de 2012 com um dos seus irmãos para se juntar ao grupo islâmico Jabhat al-Nosrah, considerado um dos "braços" da Al-Qaida na Síria, e, aderindo, depois ao grupo 'jihadista' Daesh.

Os pais, um francês convertido ao Islão e uma mulher de origem marroquina, juntaram-se depois, em 2013, com os restantes três filhos na altura ainda menores, a Othman Garrido.

Garrido, condenado à revelia a 15 anos de prisão em abril de 2017 sob a acusação de integrar uma organização terrorista, tinha um mandado de captura desde 2016 e foi capturado em julho passado pelas forças de segurança da Turquia quando se encontrava na região turca de Kilis, próximo da fronteira com a Síria.

A investigação que levou à acusação de hoje está vinculada a factos perpetrados depois de ter sido condenado pela primeira vez, em 2017.

A Turquia expulsou-o do país na passada segunda-feira, tendo-o colocado sob custódia das autoridades francesas à chegada a Paris, acrescentou o diário parisiense, segundo o qual Garrido, enquanto esteve na Síria, combateu e exortou os muçulmanos em França a cometer "ações violentas".

Garrido foi expulso ao abrigo do 'protocolo Cazeneuve', um acordo de cooperação policial entre Paris e Ancara para intercetar 'jihadistas' franceses.