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Detido suspeito de ter contactado com o autor do ataque em Nice

SEBASTIEN NOGIER

Ataque na cidade francesa fez três mortos, um deles foi decapitado.

As autoridades francesas prenderam um homem suspeito de ter contactado com o autor do ataque que na quinta-feira matou três pessoas numa igreja católica de Nice, em França, segundo fonte judicial.

De acordo com a fonte, o homem, de 47 anos, é suspeito de ter mantido contacto com o agressor e foi levado sob custódia policial na noite de quinta-feira.

O autor do ataque é um tunisiano de 21 anos que chegou a França no dia 9 de outubro, vindo da Itália. O detido é suspeito de ter estado em contacto com ele na véspera dos acontecimentos, afirmou a fonte judicial, confirmando uma informação divulgada pelo jornal Nice-Matin.

Segundo uma outra fonte próxima da investigação citada pela Agência France-Presse, o homem foi preso às 21:50 de quinta-feira.

Ataque em Nice. Pelo menos 3 mortos, incluindo uma mulher decapitada

Três pessoas morreram, uma delas degolada, no interior da basílica de Nossa Senhora de Nice, num ataque perpetrado na quinta-feira por um homem armado com uma arma branca.

O agressor entrou na igreja às 8:29 da quinta-feira e matou uma mulher de 60 anos e o sacristão, de 55 anos. Uma cidadã brasileira de 44 anos, residente na França, foi atacada várias vezes e acabou por morrer num restaurante próximo, onde se refugiou.

O agressor, que foi rapidamente detido pela polícia, foi ferido a tiro com gravidade e transportado para o hospital.

Segundo fonte próxima do inquérito, o atacante gritou 'Allah Akbar' ("Deus é grande").

O ataque ocorreu duas semanas depois da decapitação de um professor na região parisiense, assassinado depois de ter mostrado caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.

Numa homenagem ao professor, Samuel Paty, o Presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou o compromisso de França com a liberdade de expressão, incluindo a publicação de caricaturas

As declarações do chefe de Estado francês suscitaram contestação em vários países muçulmanos, incluindo manifestações e boicotes aos produtos franceses.