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Homens armados entram a disparar na Universidade de Cabul

Omar Sobhani / Reuters

Forças de segurança afegãs dão conta de vários feridos.

Homens armados invadiram esta segunda-feira a Universidade de Cabul, disparando tiros e afastando estudantes, segundo relataram as autoridades afegãs e diversas testemunhas.

"Os inimigos do Afeganistão, os inimigos da educação (...) entraram na Universidade de Cabul", disse aos jornalistas o porta-voz do Ministério do Interior, Tariq Arian.

Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Akmal Samsor, pelo menos seis pessoas ficaram feriadas. Por seu lado, o porta-voz do Ministério do Interior, Tariq Arian, disse que o tiroteio ainda continua.

"As forças de segurança estão no local a tentar assumir o controlo da situação. Estão a agir com cautela para evitar colocar os estudantes em perigo", afirmou o responsável, sem precisar se há ou não vítimas deste ataque.

Os órgãos de comunicação afegãos avançaram que estava a decorrer uma exposição de livros na universidade com a presença de vários dignitários no momento do tiroteio. As estações de televisão locais Tolo e Ariana descreveram o evento como uma feira de livros conjunta afegã-iraniana, embora as autoridades afegãs até agora não tenham confirmado esta informação.

Nenhum grupo assumiu imediatamente a responsabilidade pelo ataque, embora os talibãs tenham emitido um comunicado dizendo que não estavam envolvidos.

O professor universitário Zabiullah Haidari disse a uma estação de TV local (Ariana) que as aulas estavam a decorrer quando o tiroteio começou. Funcionários da universidade e pessoal de segurança escoltaram alunos para fora do campus, acrescentou.

As forças de segurança bloquearam as estradas com ligação ao campus, enquanto várias famílias desesperadas tentavam chegar até aos seus filhos na universidade.

No ano passado, uma bomba colocada do lado de fora dos portões do campus da Universidade de Cabul matou oito pessoas. Em 2016, homens armados atacaram a Universidade Americana de Cabul, matando 13 pessoas.No mês passado, o grupo radical Estado Islâmico enviou um terrorista suicida a um centro educacional no bairro de Dasht-e-Barchi, dominado por xiitas, matando 24 estudantes e ferindo mais de 100.

A violência tem-se mantido e níveis elevados no Afeganistão, mesmo enquanto os talibãs e uma equipa de negociação nomeada pelo Governo discutem um acordo de paz para encerrar mais de quatro décadas de guerra no país. As negociações têm sido dolorosamente lentas e, apesar das repetidas demandas por uma redução da violência, o caos continua inabalável.

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